Cirurgia oncológica de alta complexidade é realizada no IHB


Publicado em: 15 de agosto de 2018

No dia 23/06/2018, foi feita uma cirurgia oncológica de alta complexidade dentro do IHB. Com nome de citorredução peritoneal com quimioterapia intraperitoneal, a operação foi feita pela primeira vez no Instituto Hospital de Base. Com duração de aproximadamente 10h, o procedimento consiste na remoção de todos os tumores visíveis da cavidade abdominal com aplicação de quimioterapia no abdômen durante a cirurgia.

O tratamento é um marco na história da oncologia do Instituto Hospital de Base, uma vez que pacientes que apresentavam tumores no peritônio – uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero – não tinham possibilidade de cura.

A realização desse procedimento é extremamente simbólico para o IHB, porque exige a participação de múltiplos profissionais. É uma cirurgia multidisciplinar, exige que o paciente entre em contato com  equipes: especializadas em oncologia clínica (parceiros na indicação desse tratamento) e cirurgia oncológica, anestesistas (que contaram com um suporte extraordinário para cuidar do paciente durante a cirurgia), de terapia intensiva, sem contar as equipes de enfermagem, nutricionistas e nutrólogos. São todos esses profissionais colocados à disposição para que esses pacientes tenham o melhor resultado possível e as suas complicações também reconhecidas e tratadas precocemente.

Haviam pessoas ali não só para atender, mas também para aprender. Então a troca de experiências, principalmente no começo da anestesia,com os cuidados operatórios, equipamentos e medicamentos, trouxeram muitas pessoas da residência e da equipe médica para trocar experiências e aprender um pouco com aquele tipo de cuidado que estava sendo dispensado para o paciente.

Esse foi um primeiro procedimento realizado, e o projeto é que ele não seja eventual, existe uma incidência desses tumores na população, a intenção é que o hospital tenha isso como um programa institucional. E para isso, há a necessidade de construir protocolos clínicos, para a identificação correta dos pacientes, e realizar em base regular, porque a repetição do procedimento, aumenta a experiência clínica do hospital e reduz os custos, porque reduz também as complicações. A medida que isso se torna mais frequente, todas as equipes já estão habituadas a fazerem, desde a seleção correta da pessoa que tem esse tumor no peritônio, fazer a cirurgia, a quimioterapia, e fazer o acompanhamento pós operatório.

O Instituto Hospital de Base está passando por uma reestruturação da engenharia clínica e do suporte logístico para dar o apoio técnico adequado a atividade assistencial do hospital. E em específico para essa situação,  trê medidas possibilitaram a operação. Foi reativado um monitor de débito cardíaco, o vigileo, que já existia no hospital, mas que não estava sendo utilizado. Foram feitas as aquisições de todos os insumos para a utilização adequada desse equipamento para essa cirurgia. Trata-se de um equipamento muito moderno e que não deixa a desejar em nenhum aspecto em comparação a outros hospitais da rede privada, por exemplo.  Também foi realizada a melhoria do abastecimento de insumos quimioterápicos, nos últimos tempos, para tratamentos de alta complexidade e a manutenção e/ou aquisição de equipamentos críticos para a área do centro cirúrgico. Foi regularizada a manutenção de equipamentos críticos de tomografia e equipamentos de escopia, além da aquisição de 10 carrinhos de anestesia de última geração.

Nesse sentido, esse foi um procedimento de grande porte de alta complexidade e que deve ser realizado em centros ou hospitais de referência que tenham a capacidade de dar o suporte que a cirurgia exige como é o caso do Instituto Hospital de Base, hoje. Ocorreu uma organização, uma interação de vários setores do hospital, de forma a disponibilizar o que era necessário e fazer com que a cirurgia ocorresse com toda a segurança e qualidade, como foi realizada. Foi uma credencial, um sinal verde, para o IHB continuar a realizar as cirurgias oncológicas que já faz, mas também dar passos adiante no sentido de aumentar o porte e a complexidade das cirurgias oncológicas do hospital.

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