Em busca de aporte financeiro, IGESDF apresenta projetos na CLDF


Publicado em: 25 de setembro de 2019

Pacote de ações é estimado em aproximadamente R$80 milhões em investimentos

Com o objetivo de ter apoio da bancada de deputados distritais para financiar projetos na área da saúde com emendas parlamentares, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF) está apresentando, ao longo desta quarta-feira (25), na Câmara Legislativa do DF (CLDF), 15 metas estruturantes para serem executadas em 2019/2020. O pacote de ações é estimado em aproximadamente R$80 milhões em investimentos.

O presidente da CLDF, deputado distrital Rafael Prudente (MDB), acompanhou de perto a abertura do evento e ressaltou que a Casa foi bem sucedida ao votar no projeto que criou o IGESDF, uma entidade que tem inovado com diversas ações para aumentar o acesso da população aos serviços de saúde, por isso, a CLDF está disposta a ajudar esse projeto.

“É a primeira vez que recebemos um caderno de projetos estruturantes dessa forma na área da saúde. É disso que precisamos para ter clareza e explicar para população o que podemos fazer. Já constatamos melhorias fundamentais e o importante é que estamos sempre avançando”, ressaltou o parlamentar.

“Sabemos do compromisso dos nossos parlamentares com a população e essa é uma oportunidade ímpar de contribuir com ações que vão impactar na saúde do DF. Por isso, estamos fazendo essa interface com deputados e senadores para apoiarem projetos que alumiam o rumo da saúde”, anunciou o diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo.

Segundo ele, os deputados podem escolher em qual projeto colocar a sua emenda e acompanhar a execução dos projetos. Ele pontuou que, em governos passados, muitas emendas deixaram de ser usadas porque a pasta da saúde não executou os projetos propostos. “Nossa gestão é diferente e vamos garantir que os recursos sejam usados e que a nossa população seja beneficiada”, ressaltou Araújo.

Na parte da manhã, foi realizada a apresentação do portfólio de projetos pelos gestores do IGESDF, sendo que houve a participação de 18 gabinetes. Já na parte da tarde, o evento continua com uma mesa redonda para esclarecimento de dúvidas, detalhamento técnico dos projetos e sugestão de melhor adequação das emendas aos projetos.

 

ENTENDA AS METAS – As 15 metas foram lançadas, no Palácio do Buriti, no início de setembro, pelo instituto. O IGESDF atuará desde a construção de uma nova subestação elétrica no Hospital de Base (HB) até a reestruturação dos serviços de oncologia e radioterapia. Também estão previstas aquisição de equipamentos, reformas, ampliações, reestruturação de diversos serviços e a construção de seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no DF, que passará a ter 12 UPAs.

Também haverá a aquisição de um novo acelerador linear, ao custo de R$6 milhões, para fazer radioterapia, bem como haverá a readequação da Central de Manipulação de Quimioterápicos para reduzir o tempo de espera pela quimioterapia.

Os serviços de radiologia também serão contemplados. Serão comprados dois equipamentos de ressonância magnética e dois tomógrafos para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para o Hospital de Base (HB). Além disso, o PET-CT, um equipamento que está parado há seis anos, deve ser instalado para ajudar no diagnóstico de doenças como o câncer.

As ações foram arquitetadas por um grupo de gestores do instituto em um documento chamado Planejamento de Macroprocessos Julho 2019/ Dezembro 2020. O planejamento foi consolidado após o IGESDF atingir alguns avanços como contratar pessoas, melhorar infraestrutura e abastecer com medicamentos e insumos as unidades sob sua gestão, que são o Hospital de Base (HB), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

METAS – Entre o rol de ações, está o programa de eficiência em logística para melhorar a distribuição de insumos e medicamentos entre todas as unidades do IGESDF e a modernização do parque tecnológico da hemodiálise para atender pacientes de maior gravidade. Serão adquiridos 25 equipamentos de hemodiálise para o Base e 12 para o Santa Maria.

Outra melhoria em andamento é a implantação de um novo sistema de gestão hospitalar, que permitirá aumentar o controle dos estoques, analisar a produtividade dos médicos e demais profissionais e resultará, ainda, em uma melhor gestão dos documentos. A implantação do sistema está mais avançado no Hospital de Base (HB).

Na lista, há também a reestruturação do Núcleo de Medicina Nuclear que receberá o PET-CT e da Unidade de Psiquiatria do Hospital de Base. Além disso, será feita a reforma do bloco de emergência do Base, que envolve o pronto socorro, o centro cirúrgico e a UTI. O projeto básico arquitetônico está em fase final e já passou por três vistorias da vigilância sanitária.

Sobre a construção das seis novas UPAs, são três frentes de trabalho, sendo a primeira a construção, a segunda a infraestrutura, que contempla os equipamentos e os insumos, e, por fim, a contratação de profissionais. Todas as novas UPAs serão porte um e a primeira deve ser inaugurada em Brazlândia. As demais serão Ceilândia, Riacho Fundo II, Vicente Pires, Gama e Paranoá.

Consideradas grandes inovações na área de ensino e pesquisa, também serão implantadas a Plataforma de Ensino à Distância e uma Central de Simulação Realística para capacitar os 8 mil colaboração do IGESDF.

Por fim, o IGESDF buscará a acreditação hospitalar ONA, um título que comprava a melhoria da qualidade e da segurança do paciente e está relacionando a todas as áreas do IGESDF, bem como implantará o projeto Humanizar, uma grande aposta do governo que consistirá colocar pessoas nas portas dos hospitais, informando e acolhendo o cidadão.

METAS PROGRAMADAS:

1 – Programa de eficiência energética e construção de nova subestação elétrica.
2 – Reestruturação do Núcleo de Medicina Nuclear com instalação do PET-CT.
3 – Reestruturação dos serviços de radiologia com modernização do parque tecnológico.
4 – Reestruturação e ampliação dos serviços de radioterapia e oncologia.
5 – Reforma do Bloco de emergência do HB (Pronto Socorro, Centro Cirúrgico e UTI).
6 – Abertura de seis novas UPAs e habilitação de todas as unidades.
7 – Reestruturação da Unidade de Psiquiatria do HB.
8 – Programa de eficiência em logística.
9 – Modernização do parque tecnológico de Hemodiálise do HB e HRSM.
10 – Reforma e adequação da Central de Manipulação de Quimioterápicos do HB.
11 – Implantação de plataforma de ensino à distância no Hospital de Base.
12 – Implantação de novos sistemas de prontuário eletrônico e de gestão em toda a rede do IGESDF.
13 – Implementação do Projeto Humanizar.
14 – Inovações na área de ensino e pesquisa
15 – Acreditação pela ONA.

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF.

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