Palestra no Hospital Regional de Santa Maria alerta sobre os riscos ocultos das redes sociais

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Palestra no Hospital Regional de Santa Maria alerta sobre os riscos ocultos das redes sociais

Palestra no Hospital Regional de Santa Maria alerta sobre os riscos ocultos das redes sociais

Evento integra a campanha “Setembro mais que amarelo – Todas as Cores” e reforça a importância da empatia, do acolhimento e a valorização da vida

Por Talita Motta

Colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), participaram na última quinta-feira (4) de um encontro para refletir sobre os impactos do mundo digital na vida das pessoas, em especial dos jovens. O evento trouxe à tona como as “trends” podem deixar de ser apenas modas passageiras e se transformar em armadilhas.

Para este momento, a convidada foi Camila Antonieta Resende, formada em filosofia e pós-graduada em neurociência e comportamento. Ela abordou o tema “Os perigos ocultos nas tendências digitais e os desafios que estão levando nossos jovens ao limite”.

Camila Antonieta Resende, formada em filosofia e pós-graduada em neurociência e comportamento | Foto: Alberto Ruy/IgesDF

A mensagem da palestrante carrega uma dor pessoal: há três anos, ela perdeu o filho de 14 anos, vítima de um desafio perigoso em uma rede social. Desde então, decidiu transformar sua experiência em força para conscientizar famílias e jovens.

“Se eu me calasse, nada mudaria. Percebi que o que aconteceu com meu filho poderia estar acontecendo com outras famílias, que também poderiam perder seus filhos por desafios da internet. Por isso, senti que precisava falar sobre o assunto”, conta. Segundo ela, os likes nas redes sociais funcionam como uma validação imediata, mas superficial, que pode gerar dependência emocional.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil registra, em média, 14 mil suicídios por ano — cerca de 38 mortes por dia. “Entre jovens de 15 a 29 anos de idade, o suicídio é a segunda principal causa de morte. Quando não encontram espaços de acolhimento e pertencimento, acabam vulneráveis às influências negativas, solidão e desespero”, destaca.

A palestra também despertou lembranças entre os colaboradores. Flávia Miranda de Jesus, assessora técnica da Gerência de Assistência (Gegas), recordou a luta da irmã contra a depressão. “Antigamente, a gente criticava sem entender o tamanho da dor. Já hoje vejo o quanto ela precisava de acolhimento e não de julgamentos”, compartilha.

Para Paula Paiva, chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT), o encontro foi uma oportunidade de despertar empatia no dia a dia. “A experiência move e aproxima. Precisamos olhar para quem está do nosso lado, seja um colega de trabalho, um amigo ou alguém da família. Muitas vezes não percebemos que esta pessoa pode estar precisando de ajuda”.

Palestrante e a chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho, Paula Paiva. De acordo com a OMS, o Brasil registra, em média, 14 mil suicídios por ano | Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Além da palestra, a programação trouxe uma série de atividades práticas e interativas que envolveram os colaboradores. Houve o stand de montagem de pratos saudáveis, distribuição de materiais educativos, sessões de massagem, auriculoterapia, a divertida amarelinha da educação física e o game da saúde. Para finalizar o dia, a dinâmica “Árvore da Vida”, coordenada pela artista plástica Kaká Moreira, convidou os participantes a pintar as mãos e estampá-las na parede do corredor central do hospital, formando folhas que simbolizam união, cuidado e valorização da vida.

Colaboradores foram convidados a pintarem as mãos e estampá-las na parede do corredor central do hospital, simbolizando a “Árvores da Vida” | Foto: Divulgação/IgesDF

A ação integra a campanha “Setembro mais que amarelo – Todas as Cores”, realizada pelo Programa Acolher, voltado para os colaboradores do IgesDF. Durante todo o mês, serão promovidas atividades que incentivam o diálogo sobre saúde mental, bem-estar e valorização da vida.

Veja a programação completa aqui

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia pelo número 188, além do chat e e-mail. O serviço realiza mais de 3 milhões de atendimentos anuais em todo o país, com o apoio de cerca de 3.500 voluntários.

https://cvv.org.br/

Atendimento à imprensa
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(61) 3550-9281
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