Artesanato é terapia para quem aguarda atendimento no Hospital de Base


17/04/2019 - 12h43

Atividade distrai enquanto pacientes esperam por consultas e exames

Há 10 anos, o Grupo de Artesanato da Rede Feminina de Combate ao Câncer promove distração e alegria para quem aguarda sua vez na fila de atendimento da oncologia do Hospital de Base. Os voluntários da equipe ensinam a confecção de artesanato, tornando mais leves os momentos de apreensão de quem está em tratamento contra o câncer.

As atividades são desenvolvidas semanalmente nas segundas, terças e quintas-feiras. De acordo com uma das coordenadoras do grupo, Mariângela Moreira, aproximadamente 50 pessoas são atendidas em cada um dos dias em que são realizadas as oficinas.

“Enquanto estamos demonstrando e ensinando, os pacientes não ficam ociosos, ansiosos e nem pensando nas dores e na doença que estão enfrentando. Além disso, é uma satisfação ver que muitos acabam levando as ideias para casa, já que são criações simples, práticas e com baixo custo”, conta Mariângela.

Teresa Silva, que também atua como voluntária e faz parte da Rede Feminina há seis anos, salienta que o sentimento de gratidão de quem doa um pouco de tempo para realizar essas atividades.

“Ao receber o sorriso de uma pessoa em tratamento para uma doença tão complicada o nosso sentimento é de missão cumprida, pois, além de proporcionarmos esse momento de distração, muitas pessoas acabam transformando o que aprendem aqui em fonte de renda”, finalizou.

Para a voluntária Gláucia Maria de Oliveira, que, em breve, deve assumir um dos turnos das oficinas, será gratificante poder trazer essa distração e alegria para as pessoas assistidas pelo projeto. “Esses pacientes, muitas vezes, estão passando pelos piores momentos de suas vidas. O trabalho manual ocupa a cabeça e ajuda a concentrar em coisas diferentes da dor e da doença”.

A paciente Cátia da Cruz Carvalho, que está em sua 18ª sessão de radioterapia no Hospital de Base, avalia positivamente as oficinas aplicadas. “Quando estamos aqui aprendendo os trabalhos manuais não percebemos o tempo passando. As voluntárias ensinam muito bem e tudo pode ser aproveitado em casa depois”, conta.

Texto: Leilane Oliveira/Iges-DF

Fotos: Lúcio Távora/Iges-DF