
A qualificação da atuação na saúde passa, cada vez mais, pela capacidade de gerir pessoas e transformar a experiência do paciente em resultado assistencial. Com esse foco, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu o segundo encontro do 5º Programa de Líderes (PDL), voltado ao fortalecimento das competências gerenciais nas unidades da rede.
A programação teve início com a palestra da psicóloga do Núcleo de Cultura do instituto, Dúlcila Galvão, que abordou o tema “Feedback como ferramenta de gestão: alinhamento de expectativas e melhoria contínua”. Durante a atividade, os participantes receberam um e-book exclusivo e um modelo estruturado de relatório, com orientações práticas para qualificar o diálogo entre líderes e equipes.
Para a especialista, a prática deve ser compreendida como uma atribuição central no desenvolvimento dos profissionais. “O feedback é uma ferramenta de gestão. Quando assumimos o papel de gestor, firmamos um compromisso silencioso de desenvolver pessoas”, afirma.
Além de apresentar técnicas para conduzir conversas mais eficazes, o encontro também estimulou reflexões sobre a diferença entre abordagens reativas e práticas estruturadas, orientadas ao crescimento profissional e ao fortalecimento das equipes.

Humanização e valor assistencial
Na sequência, a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, Anucha Soares, conduziu a palestra “Gestão da experiência do paciente: indicadores, percepção e valor assistencial”.
A apresentação destacou o projeto Humanizar, iniciativa voltada ao acolhimento, à escuta ativa e à orientação segura dos pacientes, presente nas 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e Hospital Cidade do Sol (HSol).
Durante a exposição, a gestora ressaltou que a experiência do paciente é construída em cada interação dentro do serviço de saúde, inclusive em cenários desafiadores. “Às vezes, uma ação simples pode resultar em uma experiência positiva, mesmo quando o desfecho não é o ideal”, explica.
Entre os instrumentos apresentados, estão a avaliação contínua da experiência do paciente nas unidades, o uso do prontuário afetivo no HSol e a aplicação do Net Promoter Score (NPS), indicador que mede a percepção dos usuários sobre os serviços prestados e orienta decisões para aprimorar o atendimento.
Para o gerente da UPA de Planaltina, Rogério Tavares, o encontro reforça a importância de alinhar equipes e rotinas de trabalho. “A palestra contribui para a gestão e reforça a importância do feedback, especialmente para quem ocupa função de liderança. A abordagem sobre o Humanizar também é relevante, pois permite avaliar a percepção dos pacientes e orientar melhorias. Na nossa unidade, utilizamos a equipe como base para esse acompanhamento, o que tem refletido em resultados como o NPS de 95,34%. Manter a equipe alinhada é fundamental para o funcionamento da unidade”, relata.
O Programa de Líderes seguirá com novos encontros ao longo do semestre, com foco no aprimoramento das práticas gerenciais e na qualificação contínua dos serviços prestados à população.



