Coletiva de Imprensa do IHB apresenta balanço


13/09/2018 - 19h16

O objetivo do evento foi apresentar os resultados que o hospital alcançou nestes primeiros oito meses de gestão como Serviço Social Autônomo.

Na manhã desta segunda-feira (3/9), após reunião de apresentação do balanço e das principais conquistas do Instituto Hospital de Base (IHB), pelo corpo diretivo, ao Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e ao Secretário de Saúde, Humberto Fonseca, foi realizada uma coletiva de imprensa, no auditório do hospital, com a participação do Governador, do Secretário de Saúde, do Diretor-presidente do IHB, Ismael Alexandrino, do Chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio e da Vice-presidente do IHB, Dulce Xavier.

O objetivo do evento foi apresentar os resultados que o hospital alcançou nestes primeiros oito meses de gestão como Serviço Social Autônomo. O Governador Rodrigo Rollemberg iniciou a coletiva trazendo números expressivos, que comprovaram a melhoria dos serviços de saúde do IHB, como o aumento de atendimentos de primeira consulta oncológica no hospital, que passou de 10 (em março) para 180 (em julho), ajudando a zerar a fila na rede pública do DF. O Secretário de Saúde, Humberto Fonseca, estima que hoje, um paciente consiga marcar uma consulta para 2 ou 3 dias após a solicitação. Na fila da radioterapia, também houve um crescimento no número de atendimentos, que passou de 24 para 60, fato que também auxiliou a zerar a fila de pacientes esperando o tratamento pelo SUS, no Distrito Federal. Ainda foram reabertos 107 leitos e 12 salas de cirurgias estão em pleno funcionamento.

O IHB bateu o recorde de transplantes de córnea realizados entre hospitais públicos e privados do Distrito federal, no mês de julho: nove no total. No mesmo mês, foram realizadas 136 cirurgias ortopédicas, o maior número nos últimos 4 anos. O instituto também se recredenciou para fazer transplantes renais, e já realizou dois procedimentos, e para o mês de outubro, está prevista a abertura da sala de iodoterapia, para tratamento de câncer de tireóide.

Ainda foi esclarecido que a mudança na forma de realizar as compras de medicamentos e insumos, no IHB permite que em até 40 dias, os produtos sejam entregues na farmácia hospitalar, com redução de 10% do valor pago pela Secretaria de Saúde.

Sobre o aumento no número de cirurgias, foi pontuado que em dezembro de 2017, eram realizadas 518 operações e no mês de agosto de 2018, o total subiu para 941. Em paralelo, o número de pacientes internados na emergência diminuiu para 119, sendo que em 2017, chegou a 200.

As melhorias da gestão são comprovadas pelas pesquisas de índice de satisfação dos pacientes. Em março, 30% dos pacientes consideravam que o IHB oferecia um bom atendimento, já no mês de julho, o número deu um salto para 66%.

O modelo de gestão se solidifica uma vez que consegue realizar tantos avanços com o mesmo orçamento de 2015, 602 bilhões de reais. O Secretário de Saúde ainda ressaltou que “o primeiro relatório deste ano teve números bastante prejudicados por decisões judiciais que acabaram revertidas. Houve sensibilidade do nosso judiciário nesse sentido. Hoje nós temos uma certeza de que o modelo é absolutamente legal, lícito, jurídico, e que agora sabemos que funciona muito bem. Nesse segundo relatório de gestão do IHB, nós temos resultados que efetivamente mostram que o modelo é melhor, ele funciona melhor”, enfatizou.

O Diretor-presidente do IHB, Ismael Alexandrino, considera que a agilidade do pronto atendimento, o abastecimento da farmácia hospitalar e o pleno funcionamento do centro cirúrgico formam um tripé que garante o sucesso no desempenho do hospital. Sobre os resultados, ele julga que “ainda temos inúmeras oportunidades de melhoria, é um processo incremental. É uma mudança no modelo de gestão, que passa sobretudo por uma mudança de pensamentos e ações. Qualquer instituição privada que se propusesse a fazer essa mudança, não demoraria menos que um ano ou dois. Nós temos tido resultados significativos e sustentáveis, e não temos qualquer dúvida que esse modelo de gestão, que não é uma terceirização, é um modelo de sustentabilidade para o SUS não só no DF, mas para o Brasil”, declarou Ismael.