Estruturas do IGESDF já atenderam 1,2 mil pacientes com suspeita de dengue


03/03/2020 - 16h56

Balanço dos últimos 15 dias aponta que pelo menos 536 desses pacientes tinham a doença – 

No período de 17 de fevereiro a 2 de março, 1.278 pacientes com suspeita de dengue foram atendidos nas duas estruturas especiais montadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho e Ceilândia. Do total de atendimento, pelo menos 536 pacientes tiveram a confirmação da doença.

Em recorte detalhado, na estrutura montada ao lado da UPA de Ceilândia, foram realizados 674 atendimentos, sendo pelo menos 355 casos confirmados. Na tenda ao lado da UPA de Sobradinho, foram 604, sendo 181 positivos.

“As tendas são uma iniciativa para atender com mais rapidez os pacientes que necessitam desse serviço. Nós oferecemos uma estrutura completa com consultório, sala de triagem, leitos e profissionais capacitados para fazer o diagnóstico, exames e tratamento”, ressaltou o diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo.

Ao todo, 755 pacientes com suspeita de dengue foram atendidos nos primeiros dez dias de funcionamento das duas estruturas especiais que começaram a funcionar, em 17 de fevereiro, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Ceilândia e Sobradinho. As estruturas foram montadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF).

ESPAÇO – Com cerca de 50 metros quadrados, as estruturas contam com sala de triagem, consultório médico, 10 leitos de hidratação venosa e sistema de ar condicionado. No local, é possível fazer o diagnóstico clínico, teste rápido e teste laboratorial processado no laboratório das UPAs, bem como o tratamento com hidratação venosa.

Cada tenda conta com quatro médicos, seis técnicos de enfermagem, três enfermeiros, três técnicos de laboratório, três analistas de laboratório, três auxiliares de atendimento e dois auxiliares de serviços gerais para fazer a limpeza.

Essas estruturas especiais funcionam das 7h às 19h, todos os dias e, se necessário, passarão a funcionar 24h por dia.

SINTOMAS DA DENGUE – Dengue é uma doença febril grave transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar.

O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver. Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta > 38.5ºC.
  • Dores musculares intensas.
  • Dor ao movimentar os olhos.
  • Mal estar.
  • Falta de apetite.
  • Dor de cabeça.
  • Manchas vermelhas no corpo.

COMO PROCEDER – Ao sentir os primeiros sintomas da dengue, o paciente deve procurar a UBS mais próxima da sua residência. Lá, será feita uma avaliação e, caso se confirme, a pessoa será encaminhada para o tratamento adequado nas estruturas especiais do IGESDF ou unidade hospitalar mais próxima.

DADOS – Segundo o Boletim Epidemiológico nº 4 de 2020 da Secretaria de Saúde, o Distrito Federal registrou 1.419 casos prováveis de dengue nas primeiras semanas de janeiro deste ano. Um caso evoluiu para óbito. Do total de casos, 91,33% são moradores do Distrito Federal. As crianças menores de um ano de idade e as pessoas com mais e 50 anos foram as mais atingidas pela doença.

COMBATE AO AEDES – O engajamento da população é fundamental no combate ao Aedes aegypti.  A principal forma de se prevenir contra as doenças transmitidas pelo mosquito é manter o monitoramento constante nas residências, sempre buscando evitar água parada e a proliferação do inseto. Confira algumas dicas:

– mantenha caixas d’água, tonéis e barris de água tampados;

– mantenha garrafas de vidro ou plástico sempre com a boca para baixo;

– encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda;

– limpe as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas impeçam a passagem da água;

– em caso de identificação de focos do mosquito, acione a Vigilância Ambiental pelo telefone 160.

 

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF