SALVAR VIDAS É O NOSSO COMPROMISSO.

Estudo no Hospital de Base promete revolucionar tratamento do AVC isquêmico

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Um estudo realizado no Hospital de Base e outras 20 unidades hospitalares espalhadas pelo Brasil pretende revolucionar o tratamento contra o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico no país.

Um estudo realizado no Hospital de Base e outras 20 unidades hospitalares espalhadas pelo Brasil pretende revolucionar o tratamento contra o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico no país. Trata-se do projeto Resilient, que estuda a viabilidade da aplicação de um novo procedimento para a retirada de coágulos de vasos sanguíneos do cérebro de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

O AVC é a segunda maior causa de morte no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 400 mil pessoas são diagnosticadas por ano com a doença e, dessas, 100 mil morrem. O Brasil só conseguiu aplicar um procedimento no SUS contra o AVC isquêmico – quando um coágulo obstrui um vaso sanguíneo no cérebro – em 2012, 17 anos após o tratamento ser iniciado nos Estados Unidos.

Era o procedimento trombolítico que chegava ao Brasil. Ele se dá pela aplicação de remédio na veia do paciente que, circulando pelo sangue, chega ao coágulo e desobstrui o vaso sanguíneo. Até hoje, esta é a única técnica utilizada para a retirada do coágulo na rede pública de saúde do país.

Entretanto, a técnica não é tão efetiva. Segundo estudos, o Número Necessário para Tratar (NNT) do procedimento é de oito. Isto é, em média, oito pacientes precisam receber o medicamento para que ocorra o desfecho final desejado em um paciente.

Estudos avançados

No projeto Resilient, neurologistas de todo o país estudam a viabilidade de se aplicar outro procedimento para os pacientes de AVC isquêmico, chamado trombectomia. Neste caso, o médico insere um cateter no vaso sanguíneo obstruído pelo coágulo e o retira manualmente. O NNT da técnica é de quatro – ou seja, quatro pacientes precisam ser submetidos ao procedimento para que, em um deles, o resultado seja o esperado.

Iniciado em 2017, o estudo angariou quase 200 pacientes em todo o país para realizar os testes do novo procedimento. O DF é a terceira unidade da Federação que mais conseguiu realizar os testes com os pacientes: foram 30 pessoas submetidas ao procedimento de junho de 2018 a janeiro de 2019.

Umas das neurologistas responsáveis pela pesquisa no DF, Letícia Rebello conta que o estudo segue agora para a análise interina. “Todos os pacientes já foram submetidos ao procedimento e agora esperamos a análise dos dados de efetividade para avaliar o procedimento. Caso a gente chegue aos números dos estudos internacionais, será um evento revolucionário no tratamento do AVC isquêmico no Brasil, definitivamente”, acredita.

O procedimento é caro, porque o cateter utilizado e os equipamentos de hemodinâmica custam altos preços no mercado. Mas ainda não há previsão de quanto custaria aos cofres públicos a compra. “Toda a questão financeira será analisada depois, quando o estudo de efetividade for concluído e entregue ao Ministério da Saúde. É lá que eles vão tomar a decisão pela compra e ver os custos”, conta Letícia.

Conheça a doença

O Acidente Vascular Cerebral é uma doença crônica não transmissível. Segundo o Ministério da Saúde, ela é adquirida “normalmente por hábitos e formas de se levar a vida (má alimentação, sedentarismo, consumo de álcool, drogas, tabaco etc) e que possui tratamento a médio e longo prazo, podendo persistir, muitas vezes, por toda a vida.”

Existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro se dá quando o coágulo entope um dos vasos sanguíneos que levam sangue e oxigênio a parte do cérebro. O segundo, quando um vaso se rompe.

O caso mais comum no Brasil é o isquêmico, com 85% dos casos registrados, segundo o Ministério da Saúde.

Para a prevenção da doença, neurologistas criaram uma lista com práticas que reduzem a possibilidade de ter AVC. São eles:

  • Não fumar;
  • Não consumir álcool;
  • Não fazer uso de drogas ilícitas;
  • Manter alimentação saudável;
  • Manter o peso ideal;
  • Beber bastante água;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Manter a pressão sob controle;
  • Manter a glicose sob controle.

“Acredito que 90% dos casos de AVC podem ser evitados pelas boas práticas da prevenção. Com o novo procedimento que devemos implementar no Brasil, vamos reduzir ainda mais o número de mortes e de pacientes dependentes funcional”, destaca Letícia.

A doença apresenta alguns sintomas que podem ser descobertos pelos pacientes. Quanto mais rápido se descobrir o AVC, maior é a chance de tratamento. Confira os sintomas no quadro abaixo, criado pela Secretaria de Saúde do DF:

Fonte: Correio Braziliense

Atendimento à imprensa
Ascom/Iges-DF
(61) 3550-8810
imprensa@igesdf.org.br

Compartilhe esta notícia pelo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Nossas redes:

IGESDF | SMHS - Área Especial - Quadra 101 - Brasília - DF | CEP: 70.335-900 | CNPJ: 28.481.233/0001-72