Hospital de Base fez 5.835 mamografias em 2019


05/02/2020 - 21h02

Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, chama a atenção para a importância do exame. Unidade é referência na rede pública. Foram atendidas 5.786 mulheres

Instituído há dois anos, a partir de um projeto de lei, o dia 5 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia. A data objetiva a sensibilizar as mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Em Brasília, uma das unidades de referência da rede pública de saúde para a realização da mamografia é o Hospital de Base (HB), operado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF). De acordo com a Diagnose, empresa parceira do Instituto, responsável pelos exames de imagem, em 2019 o centro de saúde realizou nada menos que 5.835 mamografias.

O universo de pacientes atendidas foi de 5.786 mulheres, perfazendo uma média de 482 mensais. Vale esclarecer que este número é menor pelo fato de que a mesma pessoa pode passar pelo procedimento mais de uma vez. As mamografias foram retomadas no Hospital de Base em outubro de 2018, sob a gestão do IGESDF.

Moradora de Santa Maria, a cuidadora de idosos, Silene Pereira, de 39 anos, passou por uma mamografia no Hospital de Base. “Valorizo a prevenção, e a médica detectou um cisto no meu seio. Fui muito bem atendida. Eu estava muito tensa e a moça me acalmou. Foi ótimo, só tenho a agradecer esse atendimento”, disse.

A coordenadora da equipe da Radiologia, Leiliane Medeiros, destaca a importância da prevenção.

“É o meio mais rápido, eficaz e barato de conservar a saúde da mulher. Infelizmente a sociedade ainda carece muito de orientação quanto a esse cuidado precoce”, adverte.

A mamografia é o principal exame para a detecção do câncer de mama, uma vez que detecta sinais específicos, como as microcalcificações agrupadas. Os sintomas mais comuns são os nódulos irregulares e endurecidos, muitas vezes aderidos aos planos profundos da mama, inversão do mamilo, retração da pele da mama (como se fosse uma “covinha”), fluxo papilar (saída espontânea de secreção pelo mamilo) e algumas situações que simulam um processo inflamatório com vermelhidão e inchaço.

Mulheres jovens podem ter câncer de mama, mas não é o mais comum. A faixa etária de maior incidência do câncer de mama encontra-se entre 50 e 60 anos. Somente cerca de 10 % de todos os cânceres de mama são hereditários, ou seja, devido a uma alteração genética que passa de uma geração para outra. A grande maioria ocorre de forma espontânea.

Além da mamografia, o autoexame é um forte aliado da mulher. O ideal é realiza-lo o entre o sétimo e o décimo dias da menstruação, período em que as mamas estão menos influenciadas pelas alterações hormonais. Para aquelas mulheres que não apresentam mais ciclos menstruais, recomenda-se realizar o autoexame mensalmente. A mamografia pode ser definida como uma radiografia das mamas. Para se obter esta imagem, são utilizados feixes de raios-x de baixa energia.

De acordo com dados de 2018 e 2019 do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama ainda é o tipo com maior incidência entre as mulheres, representando 29,5% dos casos de neoplasia. É também o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil: 16,1% entre todas as neoplasias.

 

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF