IGESDF apresenta balanço de 2019 e faz prestação de contas no Buriti


27/12/2019 - 12h15

Destaques são para a contração de mais de 3,5 mil profissionais, projeto Humanizar e reforma das UPAs – 

Mais de 3,5 mil profissionais contratados, incremento de 85 leitos e reformas estruturantes fazem parte da lista dos principais avanços registrados, em 2019, pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), que aconteceram no Hospital de Base (HB), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

O balanço dessas realizações foi apresentado pelo diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, e pelo corpo de gestor em coletiva de imprensa, no Palácio do Buriti. O diretor considerou o projeto Humanizar como uma das principais ações lançadas neste ano para melhorar a qualidade do atendimento.

Presidido pela primeira-dama, Mayara Noronha, a iniciativa conta com 100 monitores que fazem o acolhimento, a escuta qualificada e orientam os pacientes sobre o acesso aos serviços de saúde de maneira mais segura e rápida, seguido a Política Nacional de Humanização (PNH), do Ministério da Saúde.

“Pode parecer estranho que o humanizar seja mais importante do que qualquer outra coisa, mas, na porta das unidades, é possível constatar que mais de 70% da população considera que a falta de atenção, de cuidado e de informação é o que mais os aflige”, ressaltou.

Araújo anunciou que, para o próximo ano, os monitores do projeto terão tabletes com aplicativos para que eles tenham o conhecimento completo da rede e o contato dos profissionais para que orientem adequadamente a população.

OBRAS – Reforma foram feitas nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no Hospital de Base (HB) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Nas UPAs, foram investidos R$ 1,5 milhão em reformas, abastecidos os estoques de medicamentos e materiais médicos hospitalares, realizada a contratação de profissionais de saúde, bem como a compra de equipamentos.

As ações foram promovidas de acordo com a inspeção feita pelas equipes do IGESDF. As principais atividades realizadas até agora nas UPAs envolvem manutenção do sistema elétrico, adequação do sistema hidráulico, serviço civil, conserto de portas e maçanetas, instalação de tubulações de oxigênio e de ar comprimido em algumas unidades, limpeza dos aparelhos de ar condicionado existentes, instalação de novos aparelhos do tipo split-inverter.

No Hospital Regional de Santa Maria, estão em curso obras no valor de R$ 1,5 milhão. As intervenções contemplam cozinha, bloco de emergência, ambulatório e preparação de um espaço para o recebimento de uma nova ressonância magnética, a primeira que deve entrar em funcionamento em toda a rede pública do DF. Com essas reformas, o hospital ganhará mais 11 leitos ao final da reforma.

No Hospital de Base, IGESDF já está com projeto arquitetônico pronto para fazer uma reforma geral no bloco de emergência, composto pelo Pronto-Socorro, Centro Cirúrgico e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

EQUIPAMENTOS – Também foram iniciadas as obras que permitirão desencaixotar e colocar em funcionamento o PET/CT, equipamento que faz exame de imagem em alta definição e está parado há seis anos no corredor do ambulatório do Hospital de Base (HB). O aparelho custou US$ 1 milhão e é um dos mais sofisticados para diagnosticar e auxiliar no melhor tratamento de pacientes com câncer.

O IGESDF também adquiriu, ao longo do ano, uma série de equipamentos, como 159 cadeiras de rodas, 300 cadeiras de banho, 968 cadeiras de vários modelos, 312 prateleiras para armazenamento de materiais estéreis, três mesas cirurgias de última geração, instalou novas centrais telefônicas com tecnologia VOIP (Voice over Internet Protocol), implantou novo sistema para elevar a qualidade da gestão de recursos humanos e de materiais e foram adquiridos 101 novos beliches para as salas de repouso dos profissionais.

O IGESDF também passou a contar com um prédio com cinco pavimentos e galpão com câmaras frias, localizado no SIA, para a criação da central de distribuição e logística. O objetivo é estocar, garantir o melhor controle e a distribuição em tempo ideal de medicamentos e equipamentos em todas as unidades administradas pelo instituto.

“O instituto foi aprovado por lei no início deste ano, em janeiro, e houve muito trabalho para colocar em operação o instituto. Isso aconteceu no início do ano e o trabalho foi muito bom em pouco tempo. As ações demonstram a grande capacidade de resposta do IGESDF”, comentou o secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto.

METAS ESTRUTURANTES – Durante a apresentação do balanço, foi apresentada a atualização de cada meta. Para conferir o andamento de cada uma delas, basta clicar neste link.

1 – Programa de eficiência energética e construção de nova subestação elétrica.

2 – Reestruturação do Núcleo de Medicina Nuclear com instalação do Pet-CT.

3 – Reestruturação dos serviços de radiologia com modernização do parque tecnológico.

4 – Reestruturação e ampliação dos serviços de radioterapia e oncologia.

5 – Reforma do Bloco de emergência do HB (Pronto Socorro, Centro Cirúrgico e UTI).

6 – Abertura de seis novas UPAs e habilitação de todas as unidades.

7 – Reestruturação da Unidade de Psiquiatria.

8 – Programa de eficiência em logística.

9 – Modernização do parque tecnológico da hemodiálise.

10 – Reforma e adequação da Central de Manipulação de Quimioterápicos.

11 – Implantação de plataforma de ensino à distância no Hospital de Base.

12 – Implantação de novos sistemas de prontuário eletrônico e de gestão em toda a rede do IGESDF.

13 – Implementação do Projeto Humanizar.

14 – Implantação de simulação realística.

15 – Acreditação da ONA.

 

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF