Mais profissionais na assistência, redução do tempo de permanência de pacientes e mudanças nos fluxos de atendimento estão entre os resultados registrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) nos primeiros 120 dias da gestão da presidente Eliane Abreu. O período também foi marcado pela reorganização administrativa e financeira, ampliação do diálogo com os colaboradores e criação de mecanismos para acompanhar mais de perto os serviços e os recursos da instituição.
Entre maio e setembro de 2026, 553 novos profissionais foram contratados para atuar na assistência, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e integrantes de equipes multiprofissionais. A contratação foi possível após a revisão da estrutura organizacional, que gerou uma economia superior a R$ 200 mil mensais e permitiu ampliar a destinação de recursos para as unidades que atendem diretamente a população.

“Estamos construindo uma gestão mais próxima da assistência, com decisões baseadas em planejamento, responsabilidade e uso eficiente dos recursos. O objetivo é garantir melhores condições de trabalho para as equipes e um atendimento cada vez mais qualificado para a população”, afirma a presidente do IgesDF, Eliane Abreu.
Uma das principais mudanças implementadas no período foi o Safety Huddle Assistencial, alinhamento diário que reúne gestores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e áreas técnicas para acompanhar situações que podem dificultar a continuidade do cuidado.
Na prática, a equipe identifica pendências relacionadas a leitos, transporte, exames e pareceres especializados e busca soluções com mais rapidez. No período analisado, houve redução de 24,5% nos casos de pacientes com permanência superior a 48 horas e de 17,6% entre aqueles com mais de cinco dias de internação.
Nas UPAs, os resultados também aparecem nos tempos de atendimento. As 13 unidades registraram redução do tempo médio de espera para pacientes classificados como muito urgentes. Em 12 delas, também houve melhora nos tempos de atendimento de casos classificados como urgentes e pouco urgentes. No segundo quadrimestre de 2026, 83% dos indicadores qualitativos acompanhados nas UPAs apresentaram evolução positiva.

A telessaúde também ampliou sua participação na assistência. Entre janeiro e agosto, o número de teleconsultas passou de 1.867 para 4.777, crescimento de 155,9%. Do total de atendimentos realizados pela modalidade, 87,8% foram concluídos remotamente, sem necessidade de encaminhamento presencial.
Resultados nos hospitais
No HBDF, 22 dos 41 indicadores monitorados apresentaram evolução favorável. Entre os resultados estão o aumento de 25% nas angioplastias e de 42,8% nos transplantes de córnea e rim, além da ampliação das consultas em oncologia. Também houve redução de indicadores relacionados a complicações assistenciais e ao cancelamento de cirurgias eletivas.
No HRSM, houve aumento de 64,4% no percentual de primeiras consultas em endocrinologia e crescimento de 55,5% no giro de leitos de clínica médica. A unidade também reduziu o tempo médio de permanência na UTI Geral e registrou queda de 27,3% nas infecções de sítio cirúrgico.
O Hospital Cidade do Sol (HSol) ampliou os serviços oferecidos à rede com a implantação da assistência em cuidados paliativos e do serviço de hemodiálise. As novas linhas de cuidado reforçam a atuação da unidade como retaguarda para a rede pública de saúde.
Mais diálogo com os colaboradores
A reorganização também alcançou os processos internos. Uma das primeiras medidas foi a criação do Gabinete de Transição, que passou a integrar o acompanhamento das áreas assistencial, operacional, financeira, de pessoas, jurídica, de compliance e de comunicação.

A estrutura permitiu reunir informações de diferentes áreas e acompanhar riscos e demandas que exigem decisões da gestão.
O diálogo com os colaboradores também ganhou espaço com o projeto Em Pauta, voltado à escuta das equipes e à construção conjunta de soluções. Entre os resultados está a readequação salarial dos maqueiros, que receberam reajuste de 26,7%.
Também avançaram a divulgação dos resultados da Pesquisa de Clima Organizacional, a modernização da avaliação de desempenho e a estruturação da Política Institucional de Contratação de Pessoal.
Mais controle sobre recursos e contratos
Na área financeira, foram criados mecanismos para acompanhar mais de perto pagamentos, contratos e utilização dos recursos. Entre as iniciativas estão o Safety Financeiro, novos painéis de monitoramento e a revisão dos instrumentos contratuais.
“A atuação da gestão tem buscado melhorar o acompanhamento dos pagamentos, utilizar a tecnologia da informação para monitoramento diário dos recursos e fortalecer o diálogo com fornecedores e prestadores de serviço”, afirma Eliane.
Também foram adotadas medidas para fortalecer a governança de compras e insumos, implantar a rastreabilidade de medicamentos e materiais, estruturar políticas para gestão de equipamentos médico-assistenciais e acompanhar a aplicação das emendas parlamentares.
Transparência e investimentos
No segundo quadrimestre de 2026, R$ 17 milhões provenientes de 23 convênios federais foram investidos na aquisição de 538 equipamentos para as unidades administradas pelo IgesDF.
O período também foi marcado pelo acompanhamento de projetos estratégicos, como a modernização do centro cirúrgico do HBDF, a instalação de um novo acelerador linear para atendimento oncológico e a construção de novas UPAs no Distrito Federal.
Para Eliane Abreu, os primeiros meses da gestão foram dedicados a organizar processos e, ao mesmo tempo, enfrentar demandas diretamente relacionadas à assistência. “Esses primeiros 120 dias mostram nosso empenho. Reconhecemos os desafios e atuamos para enfrentá-los com planejamento, responsabilidade e eficiência”, afirma.
Segundo a presidente, o trabalho deve continuar concentrado na melhoria da assistência e na organização dos serviços. “O compromisso que norteia nosso trabalho é assegurar uma assistência organizada, acolhedora, resolutiva e alinhada às necessidades da população do Distrito Federal”, conclui.



