IgesDF reforça política de “adorno zero” para reduzir risco de infecções

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IgesDF reforça política de “adorno zero” para reduzir risco de infecções

IgesDF reforça política de “adorno zero” para reduzir risco de infecções

Campanha orienta colaboradores e reforça regra já vigente, começa no Hospital de Base e será estendida para demais unidades

Por Giovanna Inoue

O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou uma campanha de conscientização para reforçar a política do chamado “adorno zero”, que proíbe o uso de acessórios durante o trabalho. A regra, já vigente na unidade, tem um objetivo direto: reduzir o risco de infecções e fortalecer a segurança do paciente.

“O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica Danillo Almeida, gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF.

Campanha reforça política já existente de proibição de uso de acessórios durante o trabalho.| Foto: Tony Winston/Agência Brasília

A medida chama atenção para um cuidado importante dentro do ambiente hospitalar. Adornos podem transportar germes, vírus e bactérias de ambientes externos para dentro do hospital e aumentar o risco de contaminação, especialmente em locais onde há pacientes vulneráveis, como aqueles internados, em recuperação ou submetidos a procedimentos cirúrgicos.

Mesmo com a lavagem adequada das mãos, o uso desses itens dificulta a limpeza completa e pode contribuir para infecções adquiridas durante o atendimento hospitalar. Além disso, o risco não se limita ao paciente: esses micro-organismos também podem ser levados para fora da unidade, alcançando o convívio familiar dos colaboradores.

Outro ponto destacado é o risco de acidentes, já que adornos podem se enroscar em equipamentos médicos ou em objetos utilizados durante procedimentos.

Segundo Danillo Almeida, o momento é estratégico, especialmente com a chegada de novos profissionais à unidade. “Somos um hospital escola e, em breve, receberemos novos residentes. A ideia é que eles já entrem no Centro Cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca.

Divulgação/IgesDF

O que é considerado adorno?

De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha função prática, como anéis e alianças, pulseiras e relógios, colares e correntes, brincos e broches, piercings expostos, gravatas e itens semelhantes. A única exceção é o uso de óculos de grau, por serem essenciais para a visão do profissional. Ainda assim, eles devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes.

A campanha também reforça que o uso correto da máscara é obrigatório, sendo o único item permitido no rosto, desde que cubra adequadamente nariz, boca e queixo. O cumprimento das orientações faz parte da responsabilidade profissional e das boas práticas assistenciais. Mais informações estão disponíveis na Política de Adorno Zero, documento interno do Hospital de Base.

Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF (DIASE), Edson Gonçalves, a iniciativa reforça um padrão essencial de qualidade e segurança que deve ser seguido em toda a rede administrada pelo Instituto. Segundo ele, a campanha, iniciada no Hospital de Base, será ampliada para as demais unidades, fortalecendo as boas práticas assistenciais no dia a dia dos serviços.

“A segurança do paciente é um compromisso institucional e precisa estar presente em cada etapa do cuidado, desde as atitudes mais simples da rotina. A campanha de adorno zero reforça exatamente isso: padronização, prevenção e responsabilidade. Por isso, nossa meta é estender essa conscientização para todas as unidades do IgesDF, garantindo que a orientação seja seguida de forma uniforme por todas as equipes”, afirma.

Atendimento à imprensa
Ascom/IgesDF
(61) 3550-9281
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