Mulheres compõem 74% da força de trabalho do IGESDF


06/03/2020 - 09h51

Percentual é referente a 8.423 trabalhadores dos hospitais de Base e Santa Maria e das seis UPAs administrados pelo instituto

Com a aproximação do Dia da Mulher, celebrado em 8 de março, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) fez a contabilidade da força de trabalho feminina. Em um universo com 8.423 colaboradores, 74%, ou seja, 6.186 profissionais são mulheres e apenas 2.237 homens. O quantitativo é referente ao Hospital de Base (HB), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e às seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“A mulher tem várias habilidades, é multiprofissional, tem nível de equilíbrio para conduzir várias prioridades ao mesmo tempo. Ela também tem uma sensibilidade muito grande para lidar com pessoas e tem na sua própria natureza o dom de ouvir mais e acolher. Quando juntamos todas essas capacidades, percebemos que ela é muito competente para diversas atividades, principalmente, no serviço da saúde”, ressaltou a superintendente de Gestão de Pessoas do IGESDF, Valda César (foto abaixo).

Segundo ela, não há outros dados estatísticos sobre o assunto, mas é notável o maior volume de mulheres no segmento de áreas como saúde e educação. Na opinião da superintendente, isso acontece porque a mulher usa o potencial para buscar atividades voltadas ao cuidado com o ser humano. “Esse alto número de mulheres não é por acaso, nem porque elas foram favorecidas nos processos seletivos, mas porque elas se identificam com atividades mais humanas do que mercadológicas”, complementou.

A técnica de enfermagem do Hospital de Base, Aline de Fátima da Silva (foto acima), 36 anos, conta que atua na profissão há seis anos e o cuidado com os pacientes é diário. “Dedico-me bastante a eles e gosto do que faço. Escolhi essa área porque é minha vocação, eu nasci para cuidar”, conta. Para ela, muitas vezes é perceptível no convívio com os pacientes que eles ficam mais à vontade com o cuidado feminino, do que com o masculino. “Por isso, somos fundamentais na enfermagem. E a gente sabe dividir a rotina entre ser mãe, esposa e trabalhadora”, ressaltou, ao contar que tem um filho de seis anos.

Separada, mãe de dois filhos e com três netos, a técnica de enfermagem Keyla Guimarães (foto abaixo), 48 anos, fala da rotina dupla que leva diariamente. “Eu trabalho à noite, chego a minha casa e vou dormir. Quando acordo, vou para academia e, ao retornar, já está na hora de fazer o almoço. Depois de me alimentar, retorno ao trabalho. Não é nada fácil essa rotina, mas quem é mulher consegue cuidar da sua família e de outras pessoas”, contou.

O colega de trabalho das duas técnicas, Elismar Figueira, 32 anos, residente de enfermagem, reconhece a importância do papel da mulher. “A mão de obra feminina é muito importante na área da saúde, principalmente, porque elas são mais atenciosas e carinhosas, tem o cuidado redobrado”, disse, ao contar que se interessou pela profissão justamente por ver o pai com câncer sendo cuidado pela equipe de saúde em um hospital particular.

O diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, disse que se sente orgulhoso de dirigir uma instituição da área de saúde com um percentual tão significativo de mulheres. “Elas têm perfil adequado, são competentes, dedicadas e uma sensibilidade a toda prova para atuar em setores como saúde e educação, por isso, são fundamentais para melhorar a saúde pública do Distrito Federal, tornando-a mais humanizada e acolhedora para toda a população”, concluiu.

 

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF