Pacientes confeccionam cartões de Páscoa no Hospital de Base


16/04/2019 - 17h54

Atividade foi promovida pelo Grupo de Humanização da Unidade de Cardiologia

A tarde desta terça-feira (16) passou mais rápido para os pacientes internados da Unidade de Cardiologia do Hospital de Base. Eles deram uma pausa na rotina hospitalar para confeccionar cartões de Páscoa, uma atividade preparada pelo Grupo de Humanização criado neste mês pelo setor.

Essa é a segunda atividade, sendo que a primeira foi uma sessão de cinema com direito á pipoca e suco. “A rotina hospitalar tende a impactar emocionalmente de forma bastante expressiva para os internados. Assim, realizando essas atividades, diminuímos esse impacto negativo e a ansiedade gerada tempo de internação”, esclarece a terapeuta ocupacional do Grupo de Humanização, Karoline Lazzarotto.

Segundo ela, a equipe trabalha para melhorar a estadia dos pacientes que, em sua grande maioria, são pessoas ativas e sofrem um grande impacto ao precisarem passar dias sem desenvolverem suas atividades corriqueiras.

Maria Elsa Galdino da Silva, 70 anos, está em tratamento na Cardiologia há aproximadamente 10 dias. “Eu já participei da sessão de cinema e agora estou aproveitando essa oportunidade para fazer cartões para familiares e amigos. O sentimento, apesar de estar no hospital, é de alegria”, contou a paciente.

A residente de psicologia, Paloma Rezende, explica que as atividades são adaptadas para contemplar as limitações dos pacientes acamados. “Queremos deixar o ambiente mais acolhedor e, conforme as necessidades e demandas do grupo, vamos desenvolver práticas para que todos possam aproveitar”, finalizou.

ASSISTÊNCIA – A equipe multidisciplinar da unidade de cardiologia, onde há 43 pacientes internados atualmente, é formada por terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e de nutrição.

O Grupo de Humanização foi criado com a intenção de realizar, semanalmente, atividades que contribuam para melhorar aspectos emocionais e cognitivos dos pacientes, mudando a rotina hospitalar.

 

Texto: Leilane Oliveira/Iges-DF

Fotos: Lúcio Távora/Iges-DF