Parceria com Igreja Católica ajudará a combater o mosquito da dengue


17/04/2019 - 14h32

Padres e lideranças religiosas atuarão orientando a população para eliminar criadouros e evitar a transmissão da doenças

 

As mais de 150 paróquias da Igreja Católica e respectivas capelas do Distrito Federal começarão a alertar a população sobre o combate ao mosquito da dengue. A ação é resultado de uma parceria entre diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges – DF), Francisco Araújo, o arcebispo metropolitano de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, e o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto.

A parceria foi firmada durante reunião na Cúria Metropolitana nesta quarta-feira (17), sendo que a iniciativa de envolver a Igreja Católica foi formulada pelo Iges-DF. O objetivo é reforçar o pedido de apoio à população no combater ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, já que, desde o início do ano, os casos de dengue aumentaram no Distrito Federal e os principais focos estão nas residências.

“Nesse processo de combate ao mosquito da dengue, estamos contando com o apoio da Igreja Católica que tem um papel importante perante a sociedade. Foi firmado o compromisso de propagar informações em 150 igrejas existentes no DF. Então, haverá envolvimento dos padres, que é fundamental e que certamente trará um grande impacto no DF”, ressaltou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

O secretário de Saúde destacou o alcance da Igreja Católica para sensibilizar as pessoas. “Precisamos divulgar a necessidade de acabar com os criadouros do mosquito que, normalmente, estão nas residências. O trabalho da Igreja, somado ao que a Secretaria de Saúde tem feito, resultará na diminuição de casos”, disse Osnei Okumoto.

A Secretaria de Saúde está usando diversos recursos para eliminar a dengue, como fumacê, aplicação de larvicida e utilização de UBV costal, além da realização de vistorias nas casas e orientação à população.

“A Igreja está sempre empenhada em ações para favorecer a saúde. Nosso esforço é necessário para que as nossas famílias estejam cada vez mais protegidas e é claro que cada cidadão católico tem um papel fundamental”, disse o arcebispo.

O líder religioso informou que a divulgação das ações de combate à dengue será feita durante as celebrações das missas, reuniões das pastorais e demais grupos da igreja. As informações sobre o combate ao Aedes serão repassadas pela Cúria Metropolitana, que também distribuirá folhetos produzidos pelo GDF para as igrejas.

De acordo o arcebispo, Dom Sérgio da Rocha, essa é a primeira vez que o governo promoverá ações, na prática, em parceria com a Igreja Católica com essa finalidade. “Aqui, não se trata de protocolo. Vamos realmente colocar as ações em prática”, disse.

SAIBA MAIS – Em poucos minutos, você pode contribuir para eliminar o mosquito que, além de dengue, transmite zika, chikungunya e febre amarela. A principal forma é manter o monitoramento constante nas residências, pelo menos uma vez por semana, sempre buscando eliminar a água parada.

É necessário manter caixas d’água, tonéis e barris de água tampados, fechar bem os sacos plásticos com lixo, manter garrafas de vidro ou plástico sempre com a boca para baixo e encher os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda. Limpe as calhas, evitando que galhos e folhas impeçam a passagem de água.

Fique em alerta! O ovo do mosquito pode resistir a mais de 400 dias sem contato com a água. Quando começa a chuva, em contato com a água, basta um período de 7 a 10 dias, após o rompimento do ovo, para que o mosquito atinja a idade adulta.

Confira mais informações sobre o assunto no site brasiliacontraoaedes.saude.df.gov.br.  Em caso de identificação de focos do mosquito, os moradores podem acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 para que as equipes de Secretaria de Saúde do DF intensifiquem o trabalho no local.

DADOS – De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, de janeiro até a primeira semana de abril foram registrados 8.690 casos prováveis de dengue em todo o DF. A Região de Saúde Leste, que engloba Paranoá, Itapoã e São Sebastião, continua com o maior número desses tipos de casos, com 2.593 ocorrências – 29,8% do total.

 

Texto: Ailane Silva/Iges-DF

Fotos: Breno Esaki