PET-CT sai da caixa depois de sete anos e será instalado no Hospital de Base


18/02/2020 - 16h07

Transferência do equipamento durou onze horas e ocorreu na noite desta segunda (17), após o término da primeira etapa das obras iniciadas em novembro de 2019 –

Após sete longos anos, na noite desta segunda-feira (17) para terça-feira (18), o PET-CT – aparelho sofisticado para diagnosticar e auxiliar no melhor tratamento de pacientes com câncer e outras doenças graves – foi retirado do corredor do ambulatório do Hospital de Base e transferido para a sala recém-construída, onde será instalado definitivamente.

Por não ter sido construída uma sala adequada para sua instalação, o equipamento ficou todo esse tempo encaixotado em um dos corredores do ambulatório do HB. O aparelho estava em 21 caixas que chegavam a medir mais de três metros de cumprimento, cada uma, e pesavam ao todo cinco toneladas. O aparelho, que custou à época US$ 1 milhão, só pode ser transferido depois do término da primeira etapa das obras do Núcleo de Medicina Nuclear, que começaram em novembro de 2019 e incluem a finalização de uma sala com paredes com blindadas para a radiação.

“Foi muito suor derramado de janeiro de 2019 até agora para retirar esse PET/CT das caixas. Fomos a São Paulo firmar um acordo com a empresa fornecedora do equipamento, colocamos um advogado exclusivo para acompanhar o processo diariamente”, lembrou Francisco Araujo, diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF), que passou a gerir o Hospital de Base em janeiro de 2019.

FORÇA-TAREFA – Os trabalhos começaram às 20h de segunda-feira (17) e terminaram por volta das 6h40 desta terça-feira (18), ou seja, foram praticamente 11 horas de trabalho para realizar a transferência para a nova sala. Antes, foi realizada uma preparação com instalação de rampas de chapas metálicas, além de outras ações, para facilitar o deslocamento do aparelho com auxílio de empilhadeiras.

“A primeira parte do serviço consistiu na abertura das embalagens e conferência do conteúdo para identificar eventuais danos. Depois, foi iniciado o transporte cuidadoso para a sala onde será montado o equipamento”, detalhou o gerente de Manutenção e Infraestrutura do IGESDF, Thiago Teixeira.

Segundo ele, a sala que recebeu o aparelho foi lacrada e, agora, será mantida fechada e na responsabilidade da empresa fornecedora do equipamento até que a obra esteja em estado avançado de conclusão, em maio de 2020.  Após esse período, a sala será reaberta para iniciar a montagem do equipamento e, posteriormente, a realização dos testes.

EXAME – O PET/CT é um dos exames mais sofisticados e completos disponíveis em instituições com excelência reconhecida e nunca foi ofertado na rede pública do DF. O equipamento permite avaliação com maior grau de precisão em pacientes com diferentes tipos de câncer.

O PET/CT pode confirmar diagnóstico suspeito pela avaliação clínica ou pelo resultado de exames convencionais, permitindo definir a real extensão da doença e o tratamento mais adequado para o controle. Permite, também, definir se está havendo remissão ou progressão, bem como selecionar locais mais apropriados para serem submetidos à biópsia, com o objetivo de melhorar a eficácia diagnóstica desse tipo de procedimento.

HISTÓRICO – O IGESDF celebrou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa GE Healthcare, em 22 de maio de 2019. O documento foi assinado pelo diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, pelo diretor comercial da empresa, Saulo Áreas, e outros representantes da fornecedora do equipamento, na Feira Internacional de Tecnologia, Insumos e Componentes para Fabricação de Produtos Médico-hospitalares, em São Paulo.

O acordo passou pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que fez manifestações, e foi homologado, em 30 de outubro de 2019, pelo juiz André Gomes Alves, da 5ª Vara da Fazenda Pública do DF. O prazo para recursos encerrou em 12/11/2019, sem interposição de qualquer recurso.

Em 27 de novembro de 2019, Dia Nacional e Internacional de Combate ao Câncer, foi assinada a Ordem de Serviço que marcou o início das obras para colocar em funcionamento o PET/CT. A obra é custeada pela própria empresa fabricante do aparelho.

 

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF