IgesDF discute como novos direitos dos pacientes chegam à rotina dos serviços de saúde

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IgesDF discute como novos direitos dos pacientes chegam à rotina dos serviços de saúde

IgesDF discute como novos direitos dos pacientes chegam à rotina dos serviços de saúde

Encontro reuniu lideranças para debater a aplicação do Estatuto dos Direitos do Paciente e garantias como acesso à informação, participação nas decisões, privacidade e direito a acompanhante

Por Talita Motta

Ter acesso a informações sobre o próprio tratamento, participar das decisões sobre os cuidados, ter a privacidade preservada e contar com acompanhante estão entre os direitos previstos no novo Estatuto dos Direitos do Paciente. Para discutir como essas garantias chegam à rotina dos serviços de saúde, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reuniu, na última quinta-feira (24), lideranças de suas unidades.

Instituído pela Lei nº 15.378/2026, o estatuto reúne princípios, direitos e responsabilidades relacionados à assistência em saúde. Entre as garantias abordadas durante o encontro estão o acesso à informação, a autodeterminação, o consentimento informado, a participação nas decisões relacionadas ao tratamento, a privacidade, a confidencialidade das informações pessoais, o direito a acompanhante e as diretivas antecipadas de vontade.

IgesDF discute como novos direitos dos pacientes chegam à rotina dos serviços de saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF

Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, colocar o paciente no centro da assistência passa também por reconhecer sua autonomia e considerar suas escolhas ao longo do tratamento.

“Mais do que um prontuário, cada pessoa tem uma história, desejos e expectativas que precisam ser considerados. É necessário incluí-la em todas as etapas do plano terapêutico, respeitando sua autonomia e suas diretivas de vontade. Por isso, momentos como este representam oportunidades valiosas para fortalecer o trabalho que realizamos diariamente”, afirma.

Da lei para a rotina

Durante o encontro, Clayton Sousa, da Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos (Sumec), destacou que algumas garantias previstas no estatuto já estavam presentes em normativas anteriores, mas ainda representam desafios para os serviços de saúde.

Encontro reuniu lideranças para debater a aplicação do Estatuto dos Direitos do Paciente e garantias como acesso à informação, participação nas decisões, privacidade e direito a acompanhante | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF

“Um exemplo é o direito de acompanhar o preparo da própria medicação. Embora esteja previsto na legislação, essa ainda é uma realidade distante em muitas instituições. O grande desafio é transformar essas garantias em ações concretas e, efetivamente, colocar a pessoa atendida no centro da assistência”, destaca.

A legislação foi tema da palestra de Nelma Melgaço, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC). Durante a apresentação, ela contextualizou a lei e seus principais fundamentos.

Segundo a especialista, grande parte dos direitos previstos no Estatuto dos Direitos do Paciente tem origem nos direitos humanos e busca assegurar atendimento digno, seguro e respeitoso durante toda a trajetória de cuidado.

Ao abordar os aspectos jurídicos envolvidos na assistência, Nelma explicou que os direitos dos pacientes se relacionam a diferentes áreas. “Ela dialoga com o direito do paciente, o direito sanitário, o biodireito, o direito médico e até mesmo o direito do consumidor”, explica.

A legislação foi tema da palestra de Nelma Melgaço, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC) | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF

Escolhas do paciente também entram no debate

A programação abordou ainda alternativas de tratamento para pacientes Testemunhas de Jeová, em apresentação conduzida por Fábio Henrique Nascimento Valença, membro da Comissão de Ligação com Hospitais (Colih).

Na sequência, a mesa-redonda “Impactos e Desafios da Implementação no IgesDF” discutiu os caminhos para incorporar os princípios do estatuto à rotina das unidades. O debate foi mediado por Marina Monteiro Rocha Nogueira, gerente-geral de Qualidade e Processos.

Participaram Ana Patrícia de Paula, superintendente do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF); Fernanda Toledo Alves Abdul Hak, da Gerência de Planejamento em Saúde (Gepla); e Adriana Kitajima, coordenadora-geral de Reconhecimento do Cuidado de Qualidade na Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde.

O encontro foi realizado pela Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos (Sumec), com apoio do Núcleo de Educação Corporativa (Nudec), da Gerência de Gestão do Conhecimento (GGCON), do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted) e da Gerência de Inovação em Saúde (Geris).

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