O crescimento da terapia ocupacional no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e a troca de conhecimentos sobre a atuação da especialidade marcaram o primeiro dia do I Simpósio de Terapia Ocupacional do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quinta-feira (15). O encontro reuniu profissionais da saúde e estudantes para discutir práticas assistenciais e compartilhar experiências em comemoração ao Dia do Terapeuta Ocupacional, celebrado em 13 de outubro.
A programação de abertura foi dedicada ao eixo materno-infantil, com palestras e debates sobre a contribuição da terapia ocupacional para o cuidado integral dos pacientes.

Para o gerente-geral do HRSM, Felipe Augusto Oliveira, a iniciativa contribui para ampliar o reconhecimento da profissão e de sua importância na assistência hospitalar.
“É entender o paciente para além da doença, valorizando sua autonomia, as atividades diárias e os vínculos familiares e sociais. Esse trabalho contribui para a recuperação da saúde e fortalece o cuidado oferecido pelo Hospital de Santa Maria”, destaca.
Uma equipe em expansão
Quando o IgesDF assumiu a gestão do HRSM, em 2019, o hospital contava com apenas três terapeutas ocupacionais. Atualmente, são 20 profissionais atuando em diferentes setores da unidade.
O crescimento da equipe motivou Rayssa Barros a idealizar o simpósio para aproximar os profissionais do HRSM e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), além de promover a integração com faculdades e outras instituições de saúde. “Eu tomei isso como um desafio. Nossa equipe cresceu e está fortalecida. Pensei em fazer um evento único para unir os profissionais e ampliar esta parceria”, conta.
Na unidade desde 2019, Rayssa integrou a primeira equipe da especialidade e celebra a evolução do serviço. “É muito emocionante ver essa trajetória. Tenho muito orgulho da equipe que construímos e considero esse simpósio a concretização de um sonho e um marco para a terapia ocupacional”, destaca.

Segundo a chefe do Serviço de Saúde Funcional (Sesaf), Danielle Fontenele, o crescimento coloca o HRSM entre os hospitais com as maiores equipes da especialidade no Distrito Federal.
“Chegamos até aqui porque vocês conseguiram amadurecer e construir uma identidade profissional nos diversos contextos hospitalares. Hoje, podemos dizer que o HRSM não existe sem a terapia ocupacional. Este simpósio vai além da atualização técnico-científica: é uma oportunidade de mostrar a força e a importância dessa categoria”, afirma.
A gerente multiprofissional, Luciana Guimarães, relembrou os desafios para ampliar a compreensão sobre o trabalho dos terapeutas ocupacionais, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando ainda havia dúvidas sobre as atribuições da especialidade.
Na época, foram realizadas apresentações nos diferentes setores do hospital, começando pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para esclarecer as competências desses profissionais e sua contribuição para o tratamento dos pacientes.

“Começamos pelo básico: explicar o que compete à terapia ocupacional, qual é o perfil dos pacientes atendidos e como os profissionais atuam em cada setor. Nenhuma transformação acontece da noite para o dia, mas não podemos nos cansar de seguir os passos necessários”, ressalta.
Luciana também destacou a ampliação da atuação no Centro Obstétrico (CO), onde a presença dos terapeutas ocupacionais se tornou mais frequente ao longo dos anos.
“É muito bonito acompanhar essa transformação e olhar para trás para perceber o quanto avançamos. Ainda há muito a conquistar, mas é gratificante ver a terapia ocupacional cada vez mais presente nos diferentes setores do hospital”, comenta.
Programação reúne diferentes áreas da especialidade
O primeiro dia do simpósio contou com palestras, debates e atividades práticas sobre os cuidados nas unidades de cuidados intermediários e intensivos neonatais (UCIN e UTIN), a atuação na maternidade e no centro obstétrico, a assistência intensiva pediátrica e o acompanhamento ambulatorial do desenvolvimento infantil (follow-up).
Também foram discutidos a reabilitação de crianças com condições crônicas e o trabalho desenvolvido na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos do HRSM.

A programação incluiu ainda a oficina vivencial “Confecção de Recursos de Baixo Custo no Contexto Hospitalar”, na qual os participantes tiveram a oportunidade de produzir materiais voltados ao cuidado dos pacientes e compartilhar estratégias para a rotina assistencial.
O encontro contou com a participação de Vitória Barbosa, representante da Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais do Distrito Federal (Abrato-DF), e Tulio Medina, representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 11ª Região (Crefito-11).
As atividades continuam nesta sexta-feira (16), das 8h às 17h, no auditório do HBDF. O segundo dia será dedicado ao eixo adulto, com discussões sobre a atuação da terapia ocupacional nesse contexto assistencial.



