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Apesar da pandemia, Hospital de Base realizou 40 transplantes em 2020

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Procedimentos beneficiaram 31 pacientes que necessitavam de córnea e nove que precisavam de um rim novo

Neste Setembro, mês que marca a campanha nacional que alerta para a importância da doação de órgãos e tecidos, o Hospital de Base – DF fez um balanço que mostra que, apesar da pandemia, o Hospital de Base – HB realizou 40 transplantes de 1º janeiro a 22 de setembro de 2020. Foram 31 em pacientes que necessitavam de córneas e nove que precisavam de rim.

No Distrito Federal, a Central Estadual de Transplantes – CET, da Secretaria de Saúde, contabiliza que foram feitos no total em toda a rede, de janeiro a 22 de setembro, 17 de coração, 71 de medula óssea, 135 córnea, 47 de rim, 74 de fígado.

A chefe do Núcleo de Distribuição de Órgãos e Tecidos CET, Camila Vieira, explicou que, com a pandemia, o Ministério da Saúde lançou uma nota técnica em que somente doadores de órgãos sólidos, como coração e rins, poderiam doar córneas, que são considerados tecidos. Ou seja, com essa mudança, o coração ainda precisava estar pulsando, caso contrário, não estava autorizada a retirada nem mesmo de córneas, como ocorria antes.

“Agora, no dia 18 de setembro, o ministério publicou uma nova nota autorizando a retomada da retirada de tecidos em doadores com o coração parado e estamos num processo de reajustes para ampliar novamente a captação de córneas. Esperamos restabelecer todas essas doações e transplantes”, disse Camila.

“Vivemos o pico agora com muitos óbitos por covid-19, então, não podíamos fazer a captação em pessoas que apresentassem qualquer problema pulmonar. Temos que garantir a segurança e qualidades desses órgãos”, complementou a médica responsável técnica pelo Banco de Olhos do Distrito Federal, Micheline Borges.
Segundo ela, uma triagem detalhada de possíveis doadores é feita para captar órgãos.

COMO DOAR ÓRGÃOS – Há dois tipos de doadores. O primeiro tipo é o doador vivo, uma pessoa que concorde com a doação de um dos seus rins ou parte do fígado, da medula óssea e parte do pulmão. Nesses casos, geralmente, os doadores são parentes ou familiares que tem órgãos compatíveis com a pessoa que precisa receber. Tratando-se especificadamente da medula óssea, interessados podem se cadastrar na Fundação Hemocentro de Brasília para ser um candidato à doação.

O segundo tipo é o doador falecido, um paciente com diagnóstico de morte encefálica ou morte por parada cardíaca, com doação autorizada pela família.

Para ser doador, nos casos em que há o falecimento, basta informar a família da vontade de doar, pois somente a família pode autorizar a doação dos órgãos após o diagnóstico de morte encefálica ou falecimento causado por parada cardíaca. No caso de morte encefálica, cada doador pode salvar até oito vidas.

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF

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