Da surpresa à cura do câncer, uma história a ser contada

Jovem descobre linfoma e passa por três meses de tratamento no Hospital de Base até recuperação total

Ascom/Iges-DF
25/11/2020 - 17h01

Aos 24 anos, com toda vida pela frente, Lucas Saldanha dos Santos se viu diante de uma situação que nenhum jovem da sua idade espera passar. Ao perceber algo diferente em seu pescoço, que insistia em crescer a cada dia, decidiu procurar um médico. Depois de alguns exames, um diagnóstico bombástico: linfoma de Burkitt no estágio 2. Para quem desconhece, trata-se de um câncer muito agressivo.

Equipe da Unidade de Hematologia do Hospital de Base celebrou a recuperação de Lucas Saldanha

Lucas ficou internado no 8º andar do Hospital de Base (HB), na Unidade de Hematologia. O tratamento exigia muito dele, afinal foram quatro ciclos de quimioterapia em mais de três meses de tratamento. O cabelo do jovem caiu, e ele teve algumas infecções. No entanto, nada disso impediu Lucas de continuar lutando por sua vida e sua saúde.

No último dia 23 de novembro, Lucas realizou um exame que deixou todo o corpo técnico que o acompanhava apreensivo: o PET-CT, exame que indica com precisão a evolução do câncer. A espera do resultado foi tensa. Afinal, qual teria sido a eficácia do tratamento ofertado pelo Hospital de Base?

Um dia depois, todos os colaboradores que acompanharam Lucas nos três meses de tratamento pararam por um instante para, juntos, cantarem parabéns. Lucas acabara de nascer novamente. O exame PET-CT indicou que sua doença havia sumido por completo. A cura veio e, com ela, vieram também lágrimas de felicidade, agradecimentos e amor.

Tipo de câncer raro em jovens

O médico Alexandre Caio, chefe da enfermaria de Hematologia do HB, explica que o linfoma de Burkitt é raro em pessoas com a idade de Lucas. Por esse motivo, segundo ele, a doença se mostra tão agressiva quando ocorre. “Tivemos sucesso no tratamento do Lucas, apesar da gravidade do caso. Não nos faltou nenhum medicamento nesses três meses, e isso foi primordial para nosso sucesso.”

A chefe de enfermagem de Hematologia, Kellen da Silva Costa, descreve a sensação de ver um paciente recuperado depois de um processo longo e doloroso. “É de dever cumprido, realização profissional e, principalmente, cumprimento de um legado”, afirma. “Cada vez que vemos uma cena assim, nos lembramos o porquê de gostarmos tanto do que fazemos. Momentos como esse fazem tudo valer a pena.”

Lucas deixou todos os colaboradores do Iges-DF orgulhosos de seus esforços no decorrer do processo. Agora, ele entra no processo de acompanhamento, que dura cerca de cinco anos. Pela avaliação do médico Alexandre Caio, Lucas tem mais de 95% de chances de nunca mais desenvolver esse tipo de linfoma.

Foto: Kellen da Silva Costa/Iges-DF

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