Nesta quinta-feira (10), Dia da Saúde Ocular, uma história de superação chama a atenção para a importância do cuidado com os olhos e do acesso a um atendimento público de qualidade. O vigilante Edivan Barbosa Gonzaga, de 57 anos, funcionário do Metrô de Brasília, recuperou 90% da visão após uma cirurgia complexa realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

“Já tinham me dito que não tinha mais jeito, que eu ia perder a visão. Consegui ser atendido no Hospital de Base, e tudo mudou”, conta Edivan.
Na rede privada, onde o vigilante fez as primeiras consultas, os custos com a cirurgia ultrapassavam R$ 40 mil, um valor fora da realidade dele. Foi no Hospital de Base que encontrou não só atendimento, mas esperança.
“Graças à equipe do Base, voltei a enxergar. Foi uma das maiores alegrias da minha vida”, comemora.
Cirurgia de alta complexidade
O procedimento foi realizado pela oftalmologista Stefânia Diniz, especialista em cirurgia plástica ocular do IgesDF. Segundo ela, Edivan chegou com um quadro avançado e urgente da doença, que já estava comprimindo o nervo óptico, uma estrutura essencial para a visão.
O paciente foi internado de forma imediata, iniciou tratamento com medicamentos aplicados diretamente na veia e foi operado por uma equipe multidisciplinar da oftalmologia. O procedimento foi considerado um sucesso.
“A Doença Ocular Tireoidiana (DOT) causa inflamação e aumento dos tecidos ao redor dos olhos, comprometendo a visão. No caso dele, foi feita uma cirurgia para aliviar a pressão nos olhos, o que ajudou na recuperação da visão”, explica a médica.

Prevenção é o melhor caminho
Segundo a oftalmologista responsável pelo caso, esse tipo de doença pode evoluir rapidamente. No entanto, muitos problemas oculares são silenciosos e podem ser prevenidos ou tratados com um diagnóstico precoce.
“A recomendação é que a primeira avaliação oftalmológica seja feita ainda nos primeiros meses de vida. Muitas vezes, a criança não manifesta sintomas porque aquilo é o que ela conhece como normal. Só o exame pode detectar alterações”, alerta.

Em qualquer idade, sintomas como ardência, vermelhidão, dor, visão turva ou olhos saltados devem ser avaliados por um profissional. Pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também precisam de acompanhamento regular, já que essas condições podem comprometer a saúde ocular.
A frequência das consultas varia de acordo com cada pessoa. Quem não tem sintomas ou fatores de risco deve consultar o oftalmologista a cada dois anos. Já pacientes com doenças pré-existentes ou histórico familiar devem ser acompanhados anualmente. Em casos com sintomas agudos, a orientação é buscar atendimento imediato.
Uma nova vida

Após meses de incerteza e limitações, Edivan voltou à rotina no trabalho e na vida social. “Hoje vejo o rosto das pessoas, o meu próprio rosto no espelho. Isso é liberdade. Isso é saúde”, afirma.
“É gratificante ver pacientes retomando sua autonomia. Casos como o do Edivan mostram o impacto positivo de um atendimento técnico, especializado e comprometido com a vida”, afirma a especialista.
Mais do que enxergar, ele reencontrou a alegria de viver. “A gente corre atrás de dinheiro, cargo, mas quando perde a saúde percebe o que realmente importa. Deus dá a visão de graça, e só quem quase perdeu sabe o valor que isso tem”, reflete.



