
Para celebrar o Dia do Assistente Social, comemorado em 15 de maio, a equipe do Serviço Social do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou um café da manhã, com debate da profissão e sorteio de brindes para os presentes no auditório da unidade.
Núbia Maria Borges é a assistente social da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto do hospital e durante a abertura do evento, destacou que sua atuação vai além do suporte técnico, trata-se de um trabalho humano. “Atendo pacientes em estado crítico e suas famílias, oferecendo acolhimento, orientação e esclarecimentos em momentos de sofrimento e angústia. A escuta qualificada e a presença empática são necessárias para auxiliar na vivência da incerteza e do medo que permeiam essa realidade”, relata.
A assistente social e presidente do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Karina Figueiredo, foi convidada para fazer um bate-papo com o tema “Serviço Social: uma profissão necessária para a saúde no Distrito Federal”, em que abordou os desafios enfrentados pelos profissionais durante sua atuação, das atribuições dos profissionais e da necessidade de maior valorização na área da saúde.
Conforme Karina, é importante ressaltar que existe sim equívoco do que compete ao assistente social. Em função disso, o Conselho Regional está organizando uma orientação normativa, trazendo o que não é atribuição do prosissional no contexto das unidades hospitalares e de pronto atendimento, para que possa contribuir para diminuir esses equívocos e evitar que atribuições que não são do assistente social sejam levadas para eles executarem.

Para a chefe do Serviço Social do HRSM, Edileia Tibério Santana, é de extrema importância celebrar o Dia do Assistente Social, porque a categoria vem conquistando espaços cada vez maiores nos hospitais, no âmbito da saúde.
Segundo a gestora o foco é ter sua equipe inserida na proposta de qualidade do atendimento, de estar num hospital modelo quando se fala no tema, uma unidade que se responsabiliza pela saúde de cada pessoa que busca atendimento na unidade.
“Às vezes a pessoa chega aqui com uma queixa de uma doença, mas nós somos os profissionais que precisamos olhar além disso, porque muitas vezes o determinante do adoecimento não é apenas uma queixa clínica, mas, uma queixa social. A gente sabe como as pessoas carregam essa dor, por exemplo, do desemprego, do não ter uma moradia, de não ter o que comer. A dor, de não ter uma dignidade. Então, precisamos ser profissional para fechar um diagnóstico.”



