
Nesta quinta-feira (13), o mundo celebra o Dia Mundial do Rim, uma data dedicada à conscientização sobre a saúde renal e a prevenção de doenças renais. Com o tema “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber”, a campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia destaca a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular.
De acordo com a Dra. Flávia Gonçalves (CRM-DF 22070 / RQE 13216), chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do Hospital de Base, as doenças renais mais comuns incluem a Doença Renal Crônica (DRC), infecções urinárias, cálculos renais, glomerulonefrites e insuficiência renal aguda. “A DRC é silenciosa em estágios iniciais. Sinais de alerta incluem inchaço nos pés e rosto, alterações na urina, cansaço excessivo, dores lombares persistentes e pressão alta difícil de controlar”, afirma.
Os principais fatores de risco para doenças renais são hipertensão arterial, diabetes, histórico familiar, consumo excessivo de sódio, tabagismo, obesidade, uso inadequado de medicamentos nefrotóxicos e idade avançada.
Para manter a saúde dos rins, a prevenção é essencial. “Uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável ajudam a evitar o desenvolvimento de doenças renais. Devemos priorizar o consumo de frutas, vegetais, proteínas magras, reduzir o sal e evitar ultraprocessados”, explica Dra. Flávia. Ela também destaca que a hidratação adequada é fundamental. “O ideal é consumir cerca de dois litros de água por dia, ajustando essa quantidade conforme a necessidade.”
O exame de creatinina é um dos principais meios para avaliar a saúde renal. “É simples, acessível e pode detectar problemas renais precocemente”, afirma a Dra. Cristhiane Gico (CRM-DF 13116 / RQE 9270), diretora clínica do Hospital de Base e nefrologista. Outros exames importantes incluem a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), exame de urina tipo 1 e relação albumina/creatinina urinária. “Pacientes com fatores de risco devem realizar esses exames pelo menos uma vez ao ano”, acrescenta a Dra. Flávia.
O atendimento nefrológico no Hospital de Base e no Hospital Regional de Santa Maria

O Hospital de Base é referência no atendimento de pacientes com doenças renais. “Contamos com consultas ambulatoriais para tratamento conservador, atendimento especializado para pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal, além de acompanhamento pré e pós-transplante renal”, explica Dra. Flávia.
A hemodiálise é uma das principais terapias para pacientes com perda severa da função renal. “No ano passado, realizamos mais de 11 mil sessões de hemodiálise e atendemos mais de 5 mil pacientes. É um serviço robusto e essencial para a região”, destaca a Dra. Flávia.
Já no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) o serviço atende pacientes internados realizando diálise na UTI, nas enfermarias e no BOX de emergência. De acordo com a chefe do Serviço de Nefrologia do HRSM, Núbia Moreira (CRM-DF 17970 / RQE 16991), no último ano foram realizadas mais de 8.000 sessões de hemodiálise no serviço, em aproximadamente 1800 pacientes avaliados no ambiente intra-hospitalar.
O serviço de Nefrologia do HRSM ainda conta com atendimento ambulatorial de Nefrologia geral e ambulatório especializado de Doenças Glomerulares e Doença Renal Crônica, atendendo aproximadamente 1200 pacientes ambulatorialmente no último ano. “Ao todo foram 3 mil atendimentos realizados no último ano. A estatística mostra que o número de pacientes portadores de doença renal cresce a cada ano, sendo mais comum em pacientes portadores de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial.

Transplante renal e o desafio da doação de órgãos
O transplante renal é a melhor alternativa para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado. “O Hospital de Base realiza o processo de avaliação e acompanhamento de pacientes que necessitam de transplante renal. Em 2024, conseguimos realizar 35 transplantes”, afirma a Dra. Flávia.
No entanto, a escassez de doadores ainda é um desafio. “A principal dificuldade para aumentar o número de transplantes é a baixa taxa de doação de órgãos. Muitas famílias não autorizam a doação”, explica Dra. Flávia. Para mudar essa realidade, é fundamental que a população manifeste em vida o desejo de ser doador e converse com seus familiares sobre a importância dessa decisão.
Para marcar o Dia Mundial do Rim, as equipes multiprofissionais do Hospital de Base realizam ações educativas com pacientes e profissionais de saúde. “Haverá interação com pacientes que aguardam consultas ambulatoriais, aferição de pressão e glicemia, além de orientações sobre hábitos saudáveis para manter a saúde dos rins”, explica a Dra. Flávia.



