No dinâmico universo da saúde, onde decisões rápidas e trabalho em equipe são essenciais, saber lidar com pessoas é tão importante quanto dominar técnicas e protocolos. Com esse olhar, o quarto encontro do 4º Programa de Desenvolvimento de Liderança do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abordou o tema gestão de conflitos, habilidade indispensável para quem lidera e convive com diferentes temperamentos e responsabilidades.
Promovido pelo Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), da Superintendência de Pessoas, o evento teve como palestrante o coordenador de compliance e governança do IgesDF, Eduardo Luiz Corrêa, que apresentou reflexões e estratégias para transformar divergências em oportunidades de crescimento coletivo. Realizado no auditório, Neusa França, da Secretaria de Educação, o encontro reuniu gestores do Hospital de Base (HBDF), da administração do Instituto e de núcleos da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (DIEP).

A chefe substituta do NUCDC, Dúlcila Galvão, destacou a relevância do tema. “A gestão de conflitos faz parte da rotina de qualquer líder, e até de quem não ocupa formalmente um cargo de chefia, mas precisa mediar situações no ambiente de trabalho”, explica.
“Lidamos diariamente com colaboradores e usuários, e é fundamental conduzir essas situações com sensatez e respeito para manter a harmonia e o desempenho das equipes.”
Dúlcila reforça que o papel do gestor é fundamental para manter a coesão do grupo. “Todos os conflitos têm sua complexidade, mas é preciso saber administrá-los para preservar a harmonia e garantir as entregas necessárias. Uma equipe de alta performance precisa estar em sintonia, e o gestor deve ter jogo de cintura para lidar com as divergências da melhor forma possível”, completa.
Conflitos não resolvidos podem ser como janelas quebradas
Durante a exposição, Eduardo Corrêa apresentou estratégias para prevenir e lidar com situações de conflito, desafio frequente em ambientes hospitalares marcados por pressão e estresse.
“É essencial que o líder conheça bem sua equipe e o ambiente em que atua, pois isso permite desenvolver ações preventivas e mais eficazes”, explica. Segundo ele, o primeiro passo é compreender a origem do conflito.

“Muitas vezes, o problema já vem se arrastando há algum tempo. Só com um olhar atento e próximo é possível identificar o ponto inicial. O conflito nem sempre é algo negativo, já que pode gerar aprendizados e melhorias na gestão de pessoas e nos relacionamentos”, destaca.
Entre os conceitos apresentados, o palestrante citou a Teoria da Janela Quebrada, que mostra que problemas não resolvidos tendem a gerar outros ainda maiores.
“Ignorar um conflito pode comprometer o clima e a produtividade da equipe. O segredo está em adotar uma postura preventiva, baseada em escuta ativa, empatia e comunicação clara”, elucida.
Para Élida Ferreira, chefe do Núcleo de Enfermagem do Centro Cirúrgico do Hospital de Base, o conteúdo trouxe reflexões práticas e necessárias. “É um aprendizado essencial para encontrar o equilíbrio e manter o bom relacionamento no ambiente de trabalho. A maior dificuldade é atender às expectativas do colaborador dentro das regras da instituição, e esse tipo de orientação ajuda muito a lidar com isso de forma justa e transparente”, avalia.
O Programa de Desenvolvimento de Liderança do IgesDF segue até o fim do ano, com novos encontros voltados à formação de gestores mais conscientes, preparados e alinhados aos desafios da saúde pública.



