
Dois dias depois da sua histerectomia, Maria Edite Sales Oliveira aguarda receber a notícia da alta médica em breve. A paciente é uma das 1.294 pessoas que foram operadas no Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) no mês de maio. Esse foi um marco histórico, pois é o maior número mensal já registrado na unidade.
“Queria agradecer a todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros membros da equipe que me atenderam. Foram muito atenciosos e cuidadosos comigo. Estou muito feliz”, comenta Maria.
O HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), mantém uma grande média de produtividade, somando 6.273 procedimentos nos primeiros cinco meses deste ano, mais de 1.250 cirurgias por mês.
“Esse recorde é resultado de um trabalho coletivo e de gestão estratégica. Com o apoio fundamental do Projeto Lean, da recomposição das equipes e do pleno funcionamento das salas cirúrgicas, mostramos que eficiência e qualidade são nossas prioridades. Parabéns a todos os colaboradores, este marco é de vocês”, destaca o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.
Em outubro de 2024, o HBDF já havia alcançado seu melhor desempenho, com 1.291 cirurgias realizadas. Ao longo de 2024, foram 14.106 procedimentos. O crescimento é expressivo: em 2022, foram 10.452 cirurgias, e, em 2023, esse número subiu para 11.581, um aumento de 21,5% em relação ao ano anterior.

Para o gerente de Serviços Cirúrgicos, Danillo Almeida de Carvalho, o avanço é resultado de uma gestão focada na eficiência e na qualidade assistencial. “Temos trabalhado com foco na eficiência, e o Projeto Lean no Centro Cirúrgico tem sido fundamental nesse processo. Com ele, conseguimos organizar melhor os fluxos, reduzir cancelamentos e garantir mais rigor no cumprimento dos horários de início das cirurgias”, explica.
Implantado em 2023, o Projeto Lean busca otimizar continuamente a rotina do centro cirúrgico. Entre as metas estão o melhor aproveitamento das salas, o aumento do número de procedimentos diários, a redução de cancelamentos e a pontualidade no início das cirurgias, que devem começar entre 7h e 7h30.
Outro fator decisivo para os bons resultados foi o pleno funcionamento de todas as salas cirúrgicas, aliado à recomposição das equipes e à regularização no fornecimento de medicamentos e insumos.
“As salas funcionam de forma rotativa. Isso significa que, assim que termina um procedimento eletivo, é possível iniciar rapidamente uma cirurgia de urgência, se necessário”, destaca Nadja Glória, coordenadora do Centro Cirúrgico, responsável pela gestão e uso estratégico dos espaços.



