Hospital de Base aumenta número de cirurgias de peito aberto

A meta até o final de 2021 é elevar de 5 para 40 operações mensais, que chegaram a 344 em 2 anos

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
José Gomes da Silva, 65 anos, está internado para realizar um implante de ponte de safena

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) vai aumentar a média de cirurgias cardíacas de peito aberto que realiza por mês, passando dos atuais cinco procedimentos para 40 operações mensais até o final de 2021. A previsão foi feita nesta quarta-feira (25) pela médica Tereza Carnaúba, chefe da Cardiologia do HB, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGESDF).

A expectativa é baseada nos recentes dados sobre a evolução desse tipo de procedimento no Hospital de Base, referência na solução de casos cardiológicos complexos. Entre outubro de 2019, quando o HB retomou as cirurgias de peito aberto, e julho de 2021 foram realizadas 344 operações, das quais 321 ocorreram em plena pandemia do coronavírus, segundo a cardiologista.

Apenas nos sete primeiros meses de 2021 foram realizadas 140 operações, que representam 77% do total de procedimentos feitos durante todo o ano de 2021, quando o HB registrou 180 cirurgias de peito aberto, conforme a médica, que assumiu a chefia do setor em agosto de 2020.

 Efeitos da covid-19

A cirurgia de peito aberto é um procedimento complexo para reparar ou substituir válvulas em pacientes cardíacos. A operação dura de três a seis horas e necessita de materiais como próteses, monitores e bomba de circulação extracorpórea, máquina que bombeia o sangue enquanto o coração é operado.

O crescimento de cirurgias cardíacas no HB está relacionado ao aumento do número de pacientes que chegam ao hospital com doenças cardiovasculares provocadas pela covid-19. Esse crescimento exigiu que o próprio setor de Cardiologia do hospital aumentasse sua capacidade de atendimento.

Com esse objetivo, o IGESDF fez parceira com a Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) visando a transferir pacientes do HB para hospitais da SES, abrindo, assim, espaço na Cardiologia para receber mais doentes cardíacos e em menor tempo.  A estratégia deu certo: o tempo médio de internação dos pacientes caiu de 90 dias para 30 dias. “Foi um resultado bastante positivo, conquistado a partir de um árduo e dedicado trabalho de toda a equipe do setor”, aponta Tereza.

Tereza Carnaúba, chefe da Cardiologia do HB, ressalta que o setor vai elevar de 5 para 40 operações mensais

Cardiologia no HB

Além das cirurgias de peito aberto, a Cardiologia do HB é também referência em outros tipos de procedimentos cardiológicos, como implantes de marca-passo, revascularização miocárdica (popular ponte de safena)  e o uso de desfibriladores  para salvar pacientes com ataques cardíacos.

Os casos mais comuns atendidos no HB e que necessitam de cirurgias são os de pacientes infartados, com graves arritmias graves e com problemas na aorta. O HB recebe pacientes de outros hospitais e também de unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs). Em caso de urgência e emergência, eles são encaminhados ao Pronto Socorro ou à Ala de Internação do HB, que conta com 48 leitos.

O Ambulatório do hospital também presta atendimento cardiológico, inclusive para pacientes que já receberam marca-passo, um serviço de avaliação periódica que na rede pública do DF é prestado somente pelo Hospital de Base. Todos esses procedimentos, que envolvem médicos especializados, aparelhos de alta tecnologia e medicamentos especiais, são realizados gratuitamente.

Atendimento gratuito e de qualidade

Desde o dia 9 de agosto, o engenheiro de telecomunicações José Gomes da Silva, 65 anos, vem se submetendo, a custo zero, a uma bateria de exames para que possa fazer um implante de ponte de safena. Ela calcula que, caso os exames e a cirurgia fossem feitos na rede particular, gastaria em torno de R$ 150 mil. “Eu jamais daria conta de pagar essa conta”, admite Gomes. “Ainda bem que temos o SUS, o Hospital de Base, o IGESDF”.

O engenheiro também está satisfeito com o atendimento que vem recebendo da equipe de Cardiologia do HB.  “Tenho recebido atenção o tempo inteiro, situação que dificilmente viveria em uma clínica ou hospital particular”, avalia Gomes. “Só tenho a agradecer por ser atendido aqui no Hospital de Base”.

CIRURGIAS DE PEITO ABERTO
2019 (outubro a dezembro) 23
2020 181
2021 (até julho) 140

 Fonte: Cardiologia do Hospital de Base

Reportagem: Thaís Umbelino

Edição: Pelágio Gondim

Atendimento à imprensa
Ascom/IGESDF
(61) 3550-9281
imprensa@igesdf.org.br

Compartilhe esta notícia pelo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Nossas redes:

IGESDF | SMHS - Área Especial - Quadra 101 - Brasília - DF | CEP: 70.335-900 | CNPJ: 28.481.233/0001-72