Hospital de Base cria Núcleo de Geriatria e investe em apoio especializado


26/05/2020 - 16h36

Ações do IGESDF trazem segurança, atenção e conforto aos pacientes

Com a intenção de oferecer um atendimento mais personalizado aos pacientes da terceira idade, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) criou o Núcleo de Geriatria no Hospital de Base (HB) com apoio especializado às Unidades de Internação.

Para o diretor-presidente do IGESDF, Sergio Costa, a criação do Núcleo de Geriatria atende ao plano do instituto de dar o máximo de segurança, atenção e conforto aos pacientes.

“Mesmo com o enfrentamento da covid-19, que mobiliza grandes esforços e recursos, todas as áreas de atendimento das unidades de saúde estão em processo contínuo de aperfeiçoamento e recebendo melhorias. E essa é mais uma das ações que o IGESDF desenvolve para que os pacientes continuem sendo assistidos de forma qualificada”, destaca o diretor-presidente.

O superintendente do HB, Weldson Muniz, relata que se trata de um serviço que a muito tempo o Base precisa e que, no contexto da pandemia auxilia no processo de desospitalização.

“A ideia é criar uma linha de cuidados desde o paciente hospitalizado até o auxílio domiciliar atendido pelos Núcleos Regionais de Atenção Domiciliar (NRAD) reduzindo os riscos das internações, principalmente no momento em que vivemos”, aponta o médico.

Segundo o médico Rafael Almeida de Oliveira, geriatra que atua na ortopedia do HB, a consolidação do Núcleo de Geriatria pretende padronizar e ampliar a assistência ao grupo de pacientes que já estão internados no hospital. “Em idade avançada, o paciente é mais frágil e mais sensível a internações médicas mais prolongadas.  Por isso, a integração entre os profissionais de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Farmácia, Assistência Social e Psicologia vão garantir mais qualidade no atendimento ao idoso”, disse.

NÚCLEO DE GERIATRIA – Qualificando ainda mais a assistência ao paciente idoso com enfoque no processo de alta hospitalar segura, vários critérios foram adotados para o funcionamento do núcleo.

Ter acima de 60 anos, dependência nas atividades básicas da vida diária, ter incapacidade cognitiva, ter mal de Parkinson, incontinência urinária ou fecal, sofrer imobilidade parcial ou total, e sofrer quedas de repetição.
Para que os pacientes estejam dentro das atenções do núcleo eles precisam ainda apresentar mais de cinco patologias, utilizar mais de cinco medicamentos, ter internações hospitalares frequentes, perda de peso não intencional, ocorrência de delírio e dificuldade de sair das internações.

O médico geriatra do HB, Leonardo Pitta, destaca que a criação do Núcleo de Geriatria é um marco histórico que agrega valor à qualidade de assistência ao paciente do Hospital de Base.

“Os dados de atendimentos de pacientes e hospitalizações no Brasil mostram que o envelhecimento da população tem impactado na ocupação de leitos hospitalares. E esse olhar especial da geriatria tem como objetivo a atenção às repercussões do envelhecimento sobre a saúde das pessoas”, aponta.

CARDIOGERIATRIA JÁ APRESENTA RESULTADOS – Além do Núcleo, o IGESDF implantou, também no HB, o serviço de cardiogeriatria para acompanhamento dos pacientes idosos, acima de 65 anos, com sinais de fragilidade e com múltiplas comorbidades, ou seja, mais de três doenças.

O ambulatório realiza um atendimento centrado no paciente com o objetivo de acompanhá-lo de forma a contemplar o paciente como um todo.

Segundo a médica cardiologista, Érica Renata, que coordena o projeto, as consultas são bastante elaboradas, com tempo maior em cada atendimento a fim de se identificar os agravos, observar as interferências medicamentosas, e acompanhar atentamente a rotina e o dia-a-dia dos pacientes.

“Toda essa atenção tem resultado em melhor qualidade de vida e bem-estar aos pacientes idosos. Com esses atendimentos, que iniciaram em dezembro do último ano, temos obtido resultados excelentes. Tanto é que já verificamos um número menor de reinternações, redução na quantidade de medicamentos ingeridos, e a maioria apresenta, com freqüência, melhora na qualidade de vida”, avalia Érica.

Texto: Mara Moreira/Ascom IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/Ascom IGESDF