Hospital de Base zera a fila de espera de cirurgias de próstata

Um mutirão de intervenções urológicas foi executado em alusão à campanha Novembro Azul

Thays Rosário
28/11/2020 - 21h32

O Hospital de Base (HB) fechou a campanha Novembro Azul com uma importante conquista: zerou a fila de espera por cirurgias de câncer de próstata. Foi o que anunciou neste sábado (28) o superintendente do HB, Lucas Seixas, com base no relatório parcial apresentado pelo Núcleo de Urologia do hospital.

Segundo o relatório, entre os dias 1º e 28 deste mês, o Núcleo de Urologia operou 143 pacientes, sendo 85 cirurgias de urgência e 58 eletivas (agendados). Do total, foram realizadas 37 cirurgias de próstata e 29 procedimentos para retirada de tumores.

Para alcançar esse objetivo e chegar a esses resultados, a direção do HB, hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF), montou uma força-tarefa formada por 185 profissionais, sendo 25 médicos, 80 enfermeiros, 30 anestesistas e outros 50 profissionais de serviços operacionais.

Para atender os pacientes, que deixaram de fazer os procedimentos por causa da pandemia, foram reservadas duas salas cirúrgicas no HB. Uma funcionou de segunda-feira a domingo, trabalhando direto de manhã até a noite. Às terças-feiras, as duas receberam pacientes da Unidade de Urologia.

“Com o mutirão de novembro, conseguimos amenizar a luta dos pacientes que ficaram na fila de espera por causa da pandemia da covid-19”, ressaltou Seixas, lembrando que a prevenção ainda é a melhor forma de combater o câncer de próstata. “Homens, façam o exame”, aconselhou.

Atendimento será ampliado

Seixas informou ainda que o Hospital de Base se prepara para ampliar o atendimento e o acesso ao tratamento de câncer em 2021. A ideia é ofertar as dez linhas de cuidados para os tumores sólidos e o transplante de medula óssea (TMO). “Isso garantirá ainda mais agilidade, qualidade e segurança do início ao fim do tratamento de cada paciente”, prevê.

No Brasil, 15.576 homens morreram de câncer de próstata em 2018, segundo o mais recente Atlas de Mortalidade por Câncer, do Ministério da Saúde de 2018. Desses, 153 eram moradores do Distrito Federal.

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