O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) vem fortalecendo a vigilância epidemiológica por meio das ações desenvolvidas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NUEPI). Ao longo de 2025, diante dos desafios identificados nos processos de notificação e no registro de agravos, o setor promoveu a reorganização dos fluxos internos, com foco na qualificação das informações e na ampliação da capacidade de resposta às demandas de saúde pública.

Entre as principais iniciativas estão a produção de boletins e materiais informativos voltados à orientação das equipes no cotidiano assistencial, além da ampliação do acesso às fichas de notificação, medida que contribuiu para o correto registro das informações pelos profissionais de saúde.
Outra ação relevante foi a realização de imunização in loco para os colaboradores, contemplando profissionais dos turnos diurno e noturno. A estratégia ampliou o acesso às vacinas, respeitando a dinâmica de trabalho das equipes. O HRSM mantém, ainda, o controle e a oferta de vacinas, imunoglobulinas e soros essenciais, fortalecendo a capacidade de resposta da unidade diante de situações de urgência epidemiológica.
O fortalecimento do NUEPI também resultou em maior integração com os setores assistenciais. Em 2025, foram realizadas a Blitz da Vigilância em diferentes áreas da unidade, além de maior participação da equipe nos rounds clínicos, especialmente em setores estratégicos, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a ortopedia. A atuação contribuiu para a identificação precoce de agravos e para a adoção de intervenções oportunas.

No campo da gestão da informação, destaca-se a implantação de um painel com relatórios em tempo real das fichas de notificação nos setores de interface. A ferramenta possibilita o monitoramento contínuo dos registros e amplia a capacidade de análise e de tomada de decisão no âmbito hospitalar.
Segundo Larysse Lima, chefe do NUEPI do HRSM, os avanços alcançados em 2025 refletem um trabalho que extrapola o atendimento assistencial. “As melhorias implementadas fortaleceram a equipe, qualificaram os processos e ampliaram as ações de prevenção. Ao facilitar o acesso dos profissionais às estratégias de vigilância, também fortalecemos a resposta em saúde pública”, afirma.
Impacto direto na saúde pública e perspectivas para 2026
As iniciativas reforçaram a atuação do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em frentes estratégicas da saúde pública, como os Comitês de Óbitos Materno-Infantis da Região Sul, de Transmissão Vertical da Sífilis e a Rede Cegonha, além de contribuírem para respostas mais ágeis e eficazes frente a agravos e surtos.
De acordo com dados da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (REVEH), o HRSM ocupa a quinta posição entre os hospitais que mais notificam agravos no Distrito Federal, entre as 64 unidades cadastradas.

Para 2026, o NUEPI projeta o fortalecimento do trabalho em equipe, a ampliação das capacitações profissionais, a consolidação das fichas de notificação no sistema MV e a implantação de um painel de indicadores das notificações, reafirmando o compromisso com a melhoria contínua dos processos e da assistência prestada.
Segundo Larysse Lima, esse planejamento reforça a importância da vigilância epidemiológica no ambiente hospitalar. “O aprimoramento contínuo dos processos e da qualificação das equipes contribui diretamente para uma resposta mais eficiente às demandas de saúde pública”, destaca.



