Garantir a qualificação interna dos equipamentos de ultrassom e formar profissionais capacitados para o uso adequado da tecnologia foram os principais focos de um curso promovido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa permite que o instituto passe a realizar, com equipe própria, a avaliação da qualidade dos aparelhos, atividade terceirizada, ao mesmo tempo em que fortalece a parceria com a Secretaria de Saúde do DF (SES), que passa a contar com servidores habilitados para operar o equipamento, com impacto direto na segurança e na confiabilidade dos exames realizados na rede pública.
A formação ocorreu presencialmente ao longo de três dias, entre os dias 26 e 28, e segue com monitoria on-line nesta quinta-feira (29) e sexta-feira (30). Durante o curso, os participantes foram capacitados para utilizar o Phantom, equipamento que funciona como um “padrão de teste” e permite verificar se os aparelhos de ultrassom estão operando corretamente e produzindo imagens adequadas para o diagnóstico.

Os físicos médicos são profissionais especializados na aplicação da física na área da saúde, atuando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças, especialmente em áreas como radiologia, radioterapia e medicina nuclear. No cotidiano das unidades de saúde, são responsáveis por garantir a qualidade das imagens dos exames, a segurança dos equipamentos e o uso adequado das tecnologias médicas. No IgesDF, esses profissionais integram o Núcleo de Radiodiagnóstico e Imagem (Nurim), vinculado à Gerência de Apoio Diagnóstico e Terapêutico.
O curso foi direcionado a profissionais do IgesDF e da Secretaria de Saúde do DF e teve como foco o uso correto do Phantom na avaliação de aparelhos médicos, como os de ultrassonografia. Além de ampliar o número de servidores aptos a operar o equipamento, a capacitação possibilita que o próprio instituto passe a realizar internamente a avaliação da qualidade dos seus aparelhos, fortalecendo a autonomia técnica da instituição.
Como parte da parceria entre as duas instituições, o IgesDF utilizará o Phantom, pertencente à Secretaria de Saúde, para avaliar os equipamentos de ultrassom das unidades sob sua gestão. Atualmente, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) conta com 20 aparelhos em funcionamento, enquanto o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) possui sete.

Segundo o físico médico Denyel Faria, a iniciativa traz benefícios diretos tanto para o instituto quanto para a Secretaria de Saúde. “Com a capacitação, vamos conseguir executar internamente a avaliação da qualidade dos nossos equipamentos, enquanto a SES amplia o número de profissionais habilitados para utilizar o aparelho, fortalecendo a rede pública como um todo”, esclarece.
A programação do curso foi dividida em etapas, combinando teoria e prática. No primeiro dia, Denyel Faria e o físico médico Murilo Felisberto apresentaram os fundamentos e a base teórica do funcionamento do equipamento. No segundo, foram discutidos os critérios e indicadores utilizados para a avaliação da qualidade dos exames. O último encontro foi dedicado às atividades práticas, com foco no manuseio do Phantom.
Para o físico médico David Marçal, da Secretaria de Saúde, a capacitação terá impacto direto na rotina de trabalho. A partir do curso, o uso do equipamento passa a ser mais frequente e qualificado, contribuindo para a melhoria contínua dos exames realizados na rede pública.



