Iges-DF quer que atendimento humanizado seja permanente


20/10/2020 - 16h43

Ailane Silva

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) vai transformar o Projeto Humanizar em um programa social permanente de atendimento humanizado aos pacientes. O objetivo é fortalecer o serviço em todas as unidades administradas pela instituição, conforme anunciou hoje (20) o presidente do Iges-DF, Paulo Ricardo Silva, durante reunião com os coordenadores do projeto.  A perspectiva é transformar o instituto num centro de referência no atendimento humanizado.

Projeto Humanizar, que vem melhorando a relação entre pacientes e profissionais de saúde, pode virar um programa de gestão

Implantado em 19 de novembro de 2019 com o apoio da primeira-dama do DF, Mayara Noronha, secretária de Desenvolvimento Social, o projeto segue as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. A proposta é melhorar a relação entre pacientes, familiares e profissionais com acolhimento logo das portas de entrada das unidades de saúde.

Inicialmente, o projeto foi implantado no Hospital de Base, sendo depois levado para o Hospital de Regional de Santa Maria (HRSM) e para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os bons resultados apresentados pela experiência, levaram a nova diretoria a querer incorporar o projeto, de forma permanente, ao novo modelo de gestão do Iges-DF.

“Nós precisamos de pessoas não apenas para olhar prontuário e consultar os pacientes, mas para fazer um atendimento humanizado”, ressaltou Paulo Ricardo. “Vejo no Projeto Humanizar uma nova cultura que precisa ser fortalecida para que cada paciente seja enxergado de forma singular. Cada um tem um nome, tem uma família, precisa de um resultado, de resolução de um problema”.

Colaboradores

O presidente adiantou que planeja também expandir as ações do projeto para os colaboradores. “Precisamos olhar para os nossos semelhantes, saber o nome deles, do mais simples colaborador até o mais reconhecido médico. Essa é a marca de vocês e será a marca da nossa gestão”, acrescentou.

Para Alessandra Grossi, 42 anos, que trabalha acolhendo pacientes no Hospital de Base, o Projeto Humanizar lhe permitiu ajudar outras pessoas. “A gente aprende que tem que ouvir as pessoas, dar atenção para entender o que o paciente está sentido”, declarou.

Para o superintendente Operacional do Hospital de Base, Dayvson Franklin de Sousa, o trabalho das equipes do Projeto Humanizar é fundamental para todas as áreas do serviço de saúde. “A saúde, por si só, chama a discussão da humanização, porque precisa cuidar de pessoas, que chegam fragilizadas, que precisam de uma informação”, salientou. “A consulta e a cirurgia são importantes, mas o acolhimento, a pitada de amor, faz toda a diferença”.

Fotos: Davidyson Damasceno / Ascom Iges-DF