O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), realizou nesta sexta-feira a II Jornada Científica de Fonoaudiologia. A programação integrou conteúdos teóricos e atividades práticas voltadas à atuação hospitalar, reunindo 125 participantes entre estudantes e profissionais da saúde. O número representa um crescimento de 50% em relação à primeira edição e reforça o interesse pela qualificação na área.
A chefe de serviço de Fonoaudiologia do hospital, Bartira Pedrazzi, destaca que a iniciativa também celebra o Dia do Fonoaudiólogo, comemorado em 9 de dezembro. “A finalidade é trazer conhecimento científico e integrar as equipes, considerando a atuação multiprofissional da fonoaudiologia. Trouxemos inovação, ciência e também comemoramos o nosso dia”, afirma.

A jornada começou com uma mesa voltada aos desafios e avanços recentes na reabilitação respiratória e comunicativa de pacientes traqueostomizados. A discussão reuniu a fonoaudióloga Alice Aguiar, o fisioterapeuta Marcos Antônio e o médico pneumologista Anderson Alencar, que compartilharam protocolos, resultados clínicos e perspectivas para o cuidado interdisciplinar.
Na sequência, o bombeiro militar Thiago Yuri conduziu uma aula prática sobre técnicas atualizadas para atendimento em casos de engasgo, alinhadas às diretrizes da Associação Americana do Coração (AHA). “Essas são práticas simples e que podem salvar vidas, por isso é importante que agentes de segurança pública e de saúde sejam capazes de reproduzir”, afirma.
As fonoaudiólogas Brunna Sousa, Gabriele Mesquita e Lara Weber aprofundaram conhecimentos relacionados ao manejo de bebês, com foco em funções orais e aleitamento materno. O bloco seguinte, conduzido pela fonoaudióloga Jaqueline Estácio, abordou a necessidade de acompanhamento desde o nascimento, incluindo orientações às mães. Ela alertou para os impactos do uso de bicos plásticos no desenvolvimento da musculatura facial e detalhou estratégias de reabilitação para crianças que passaram ou precisam passar pela frenectomia, procedimento de corte do freio da língua.

No período da tarde, a psicóloga Priscila Hamdan trouxe reflexões sobre saúde mental e os desafios enfrentados por fonoaudiólogos na rotina clínica e hospitalar. Em seguida, a fonoaudióloga Ana Caroline Costa, o dentista Danilo Fialho e o médico geriatra Leonardo Pitta promoveram um diálogo sobre práticas de cuidado voltadas à população idosa, destacando condutas integradas entre as equipes.
O fisioterapeuta Márcio Lins apresentou recursos tecnológicos utilizados na reabilitação respiratória e de deglutição, enfatizando inovações que vêm qualificando o atendimento. O encerramento ficou por conta da Equipe Multi do Hospital de Base, que compartilhou experiências e desafios no cuidado a pacientes em cuidados paliativos.
Para a estudante de fonoaudiologia Sara Almeida, participar da jornada em um hospital de referência amplia a compreensão sobre a prática profissional. “O simpósio traz a realidade da prática e superou as minhas expectativas. São temas muito relevantes e que às vezes não são abordados na faculdade, e esse olhar clínico é muito incrível”, relata.



