Novembro Roxo alerta para cuidados da prematuridade

Hospital de Santa Maria inicia campanha nesta quinta-feira (5), com ação para sensibilizar pacientes e profissionais

Azelma Rodrigues
04/11/2020 - 19h03

A enfermeira Michelle Donadeli está escalada para uma ação nesta quinta-feira (5), às 10h30. Ela vai ocupar o corredor do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e fazer uma exposição sobre o Novembro Roxo, mês dedicado aos cuidados e aos custos da prematuridade. “São poucas palavras para uma sensibilização sobre os bebês prematuros e o sofrimento das famílias”, explica.

Dia 17 de novembro é apontado como o Dia Mundial da Prematuridade. A cor roxa, que ilumina a sede do Banco de Brasília (BRB) no Setor Bancário Sul nesses dias de novembro, por exemplo, foi escolhida por simbolizar a sensibilidade e a mudança.

Breno Esaki/Agência Saúde DF
Mãe com bebês prematuros nascidos no Distrito Federal

No HRSM, como supervisora dos Serviços de Enfermaria da UTI Neonatal, Donadeli preparou com a equipe dela uma programação para os dias 17 e 18 deste mês: um evento de multiprofissionais e mães, com palestras, oficinas e depoimentos. Com 20 leitos, a UTI Neonatal do Hospital de Santa Maria, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), é referência em Brasília.

Custos de um bebê prematuro

É considerado prematuro o bebê que nasce antes da 37ª semana de gestação, com menos condições de sobrevivência do que o bebê a termo, que nasce entre a 37ª e a 42ª semanas, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma em cada 10 crianças nasce prematura, em todo o mundo. Por causa dessa alta incidência e dos custos sociais, emocionais, psicológicos e financeiros, a prematuridade é considerada um grande problema de saúde pública.

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estimou um custo médio diário de R$ 497,84 por cada bebê prematuro, sendo cerca de R$ 25 mil para o período de 51 dias, o tempo médio de internação. Pela projeção, o Brasil gastaria mais de R$ 8 bilhões por ano com partos prematuros, em hospitais da rede pública.

Especialistas destacam que as crianças nascidas antes do tempo estão mais propensas a problemas comportamentais, de aprendizagem, deficiências sensoriais e motoras, paralisia cerebral. Infecções respiratórias, diabetes e doenças cardiovasculares. Alertar a população sobre formas de prevenção seria uma das maneiras de reduzir os riscos de nascimentos prematuros, segundo a campanha.

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

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Edição: Marina Mercante