SALVAR VIDAS É O NOSSO COMPROMISSO.

Pacientes da UTI recebem vídeos de familiares para ‘matar saudade’

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Profissionais de saúde do Hospital de Base estão intermediando a entrega do conteúdo, já que esse grupo de pacientes está sem visita por causa da pandemia

Um projeto para ajudar pacientes da UTI a ‘matarem a saudade’ da família está fazendo a diferença no Hospital de Base. Eles têm a saúde fragilizada e, por isso, estão sem receber visitas para evitar contaminação de covid-19, mas as barreiras do mundo físico não impediram a equipe multidisciplinar do hospital de reaproximar pacientes e familiares. Os profissionais criaram canal para receber vídeos, fotos e mensagens que são exibidas pelas telas dos celulares.

“Nosso objetivo é manter os pacientes em contato com seus familiares. Entendemos que a presença da família colabora para melhora clínica dos pacientes e, nos dias de hoje, com a tecnologia que temos, nada justifica que os pacientes fiquem ser ter contato com os familiares”, disse a especialista em psicologia hospitalar do IGESDF, Priscila Hamdam, uma das participantes do projeto, ao explicar que as visitas neste setor foram suspensas, porque os pacientes têm maior vulnerabilidade.

O diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF), que administra o Hospital de Base, Sérgio Costa, enalteceu a iniciativa dos profissionais, pois considera ser “essa comunicação entre o paciente e seus familiares um fator importante no tratamento, uma terapia que ajuda na recuperação física das pessoas e no equilíbrio emocional”.

Para colocar a ideia em prática, foi criada uma conta de e-mail e divulgada entre os familiares. “Agora, eles mandam vídeos e fotos diariamente. Algumas famílias enviam quatro vídeos por dia. Até parentes que não vinham ao hospital estão visitando os pacientes com essa nova alternativa”, detalhou Priscila.

 

O foco do projeto são os pacientes que estão acordados e conscientes, interagindo. Os profissionais vão ao leito e mostramos aos pacientes todo o conteúdo. “Tínhamos uma paciente que estava com rebaixamento de humor devido à ausência da família. Agora, ela está bem e consegue até caminhar. Todos os dias ela fica na expectativa de quais vídeos vão chegar”, contou Hamdam.

Outra paciente é Glória Veiga da Silva, 68 anos, internada há 48 dias. Lágrimas e sorrisos misturava-se no momento em que assistia um vídeo com a família inteira cantando uma música para ela.

“Não ver os familiares gera muita aflição. Para mim, como filha, essa atitude que os profissionais tiveram é de suma importância, porque isso mostra que além deles estarem preocupados com a saúde física do pacientes, eles estão preocupados com saúde mental tanto do paciente, quanto dos familiares. É muito importante ter a oportunidade de vê-la, mesmo não estando próxima fisicamente”, disse a filha de Glória, Edileusa Veiga.

A especialista em psicologia hospitalar do Base, Cecília Vaz, confirmou que a ação serve para acompanhar a família. “Mantemos o contato com eles e sabemos como eles estão emocionalmente, lidando com a internação e a distância. Podemos fazer o atendimento deles também”, complementou.

AJUDE – Os celulares e tabletes usados na missão de aproximar os familiares dos pacientes são dos próprios colaboradores. Por isso, o setor está recebendo doações desses aparelhos, especialmente de tabletes que têm telas maiores. Interessados podem entrar em contato pelo email: gabriella.costa@igesdf.org.br.

 

Texto: Ailane Silva/Ascom IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/Ascom IGESDF

Atendimento à imprensa
Ascom/Iges-DF
(61) 3550-8810
imprensa@igesdf.org.br

Compartilhe esta notícia pelo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Nossas redes:

IGESDF | SMHS - Área Especial - Quadra 101 - Brasília - DF | CEP: 70.335-900 | CNPJ: 28.481.233/0001-72