UPAs do DF participam do projeto Lean do Ministério da Saúde


15/04/2020 - 11h44

Objetivo é qualificar atendimento e tornar mais ágil a prestação de serviços à população

Com a proposta de melhorar o fluxo do cuidado com paciente e organizar a rede de assistência para dar suporte aos hospitais, as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal estão participando do projeto Lean, do Ministério da Saúde. Além da capital federal, participam do projeto, que teve início em 31 de março, os estados do Ceará, Goiás, São Paulo e Maranhão.

Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro, a iniciativa consiste em ensinar metodologias de gestão para melhorar os fluxos, com agilidade e qualidade, permitindo aos profissionais de saúde que estão na ponta tomadas de decisão mais eficazes.

O diretor-presidente interino do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF), que administra as UPAs, Sérgio Costa, destacou a importância do projeto. “O Lean é uma estratégia que vai capacitar nossos profissionais para executarem melhor os processos de trabalho e organizarem os fluxos, tornando o atendimento aos pacientes mais ágil, a partir do momento do acolhimento, da classificação de risco, até finalização do atendimento”, disse, ao informar que o IGESDF, por intermédio da Secretaria de Saúde do DF, fez a solicitação para participar do projeto.

A iniciativa tem o prazo de seis meses para ser implantada em cada uma das unidades. As UPAs contarão com visitas técnicas de representantes do Ministério da Saúde e serão monitoradas por mais seis meses para verificação dos resultados alcançados.

PARTICIPAÇÃO – No total, 50 UPAs participam da iniciativa. Elas foram escolhidas a partir da situação epidemiológica dos estados, além de alguns critérios essenciais de elegibilidade como a estrutura, governança institucional e características da emergência com a prioridade estratégica.

Três metas devem ser cumpridas durante a execução do Lean, que são o apoio ao desenvolvimento de habilidades organizacional e assistencial, o apoio ao uso de ferramentas e na condução de equipes para mudanças e reorganização de processos, além do monitoramento e apresentação dos resultados.

 

Texto: Ailane Silva/IGESDF

Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF