Iges-DF agradece equipe do Hran que enfrentou desafios da pandemia


06/11/2020 - 11h38

Profissionais que atuaram na principal linha de frente de combate à covid-19 foram homenageados pelo instituto

Azelma Rodrigues

Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam contra a covid-19 no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foram homenageados na tarde desta quinta-feira (5) com discursos e certificados. Na cerimônia ocorrida no jardim do Hospital de Base, dezenas de trabalhadores representaram os 197 funcionários contratados pelo Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) para reforçar o serviço no Hran.

Colaboradores do Hran receberam certificados simbólicos em solenidade no Hospital de Base

“Pela bravura, por enfrentarem uma batalha sem conhecer o inimigo e sem qualquer manual, agradecemos a vocês em nome da população brasiliense”, disse o chefe de gabinete do Iges-DF, Washington Soares.

“Nosso muito obrigado a vocês, profissionais dispostos a fazer o bem”, complementou Venício Martins, gerente de Pessoas do instituto. Após explicar as dificuldades do processo de contratação emergencial para atender à demanda da Secretaria de Saúde, ele destacou que o evento desta quinta fez parte do processo de desmobilização de leitos de covid-19, iniciado em outubro.

Um dos homenageados, o enfermeiro Marcos Vinícius Alves Pereira, 27 anos, lembrou o esforço para assumir a missão: teve de sair de casa por ter pais idosos. Mas a contratação para a equipe do Hran foi comemorada por ele, que havia sido demitido de um hospital particular no meio da pandemia.

Dos 197 contratados pelo Iges-DF, 57 já foram realocados em outras unidades de saúde administradas pelo instituto e 140 serão remanejados nos próximos dias. Eles cumprirão o prazo integral do contrato, que vence em 31 de dezembro deste ano.

Desafios e sacrifícios

O medo, a correria, a surpresa e a exaustão são partes da primeira experiência do médico Lucas de Oliveira Santana, 28 anos, no enfrentamento da pandemia: “Às vezes, não tínhamos tempo para beber água, ir ao banheiro. Ninguém imaginava uma novidade dessa”. O desafio levou Lucas a escolher a especialidade em que quer atuar, após as provas de residência médica neste fim de ano. “Tinha optado pela endocrinologia, mas agora vou fazer infectologia, mercado que se tornou bastante promissor no Brasil”, contou.

A técnica de enfermagem Cristina Alves da Silva, 50 anos, relembrou sacrifícios para ajudar a salvar vidas. Ela tem um filho de apenas 12 anos. “Abri mão da família. Por outro lado, fiquei feliz com a seleção do Iges, pois estava atuando em home care e gosto de servir ao público.”

A quarta a receber as homenagens em nome dos colegas foi Jéssica Luiza Cantanhede, 24 anos, que concluirá a graduação de nefrologia e oncologia para enfermagem em setembro de 2021. A jovem resumiu o que viveu: “Foi uma honrosa experiência, árdua, mas que eu repetiria se necessário fosse”. Ela se aprofundou nos cuidados paliativos a pacientes graves.

Unidade referência para a covid-19

De março até o fim de outubro, o Hran atendeu 50.967 pessoas. A unidade entrou para a história do DF ao registrar a primeira paciente de covid na capital, em 6 de março. Desde então, 5.132 pessoas precisaram ser internadas na unidade, que se tornou referência no atendimento à pandemia na capital do país.

Do total de internações, 91,5% foram pessoas com suspeita ou confirmadas com a doença respiratória, enquanto 8,5% procuraram a unidade por causa de queimaduras, único serviço que foi mantido além do atendimento a casos de coronavírus.

Medida emergencial nos primeiros meses de pandemia

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foi esvaziado em abril para atender somente casos de Covid-19. Com a medida, a unidade ficou disponível para internação de pacientes com coronavírus, adultos e crianças.

Apenas os queimados continuaram no Hran, e a ala teve fluxo restrito. O transporte dos pacientes realocados para outras unidades foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) e pelo Corpo de Bombeiros Militar. Eram pessoas com doenças como diabetes descompensada, hipertensão descontrolada e pacientes cirúrgicos.

Edição: Marina Mercante

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