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Saúde apresenta medidas para enfrentar possível segunda onda da covid-19

Gestores da pasta detalharam informações sobre leitos, testes, nomeações, hospitais de campanhas e vacinas

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Da Secretaria de Saúde do DF

Todas as medidas em curso para enfrentar uma possível segunda onda da covid-19 no Distrito Federal foram apresentadas, nesta segunda-feira (30), pelos gestores da Secretaria de Saúde, em uma entrevista coletiva no Palácio do Buriti. As informações dadas vão desde leitos disponíveis até a quantidade de testes para detectar a doença na população, mais nomeações de profissionais de saúde, além do suporte de hospitais de campanha e as tratativas para providenciar vacinas contra o coronavírus.

Até o momento, a rede pública tem leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria reservados para pessoas acometidas pela doença. São 205 de UTI Covid em nove hospitais. “Desses, 124 estão vagos, o que corresponde a uma média de 30% de leitos ocupados. Estamos em uma situação estável”, destacou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

Leitos de UTI do Hospital de Campanha da Polícia Militar

A rede pública também conta com leitos de cuidados intermediários (UCI) e de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), com suporte para ventilação mecânica. São 112 de UCI e Ucin, em 10 hospitais. Desses, 66 estavam vagos até a noite de domingo (29). Já os de enfermaria são 293 no total, nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran) e de Ceilândia (HRC) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB), além do Hospital de Campanha da Polícia Militar (PM).

Desmobilização de leitos

De acordo com o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, devido ao aumento da taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal de 1 para 1,3, o plano de desmobilização dos leitos precisou ser interrompido. “Tivemos que suspender qualquer desmobilização, apesar de a taxa de ocupação de leitos estar em cerca de 30% nos leitos de suporte com ventilação mecânica. Isso nos dá segurança”, destacou.

Sanchez não descartou a possibilidade de converter em torno de 120 leitos não-covid para leitos de covid no caso de uma segunda onda do novo coronavírus, pois a Secretaria de Saúde tem a “capacidade e a expertise de fazer essa conversão”. Quanto aos leitos de enfermaria, há uma retaguarda no Hran e nos hospitais de campanha da PM e de Ceilândia. “Há planejamento e há estrutura”, assegurou.

Hospital de Campanha de Ceilândia

Osnei Okumoto ressaltou a importância da entrega, na sexta-feira (27), da estrutura do Hospital de Campanha de Ceilândia. O prédio vem para reforçar os atendimentos na hipótese de aumento do número de casos. “Ele será todo equipado com os materiais que estavam no Mané Garrincha. Serão 20 leitos com suporte de ventilação mecânica e 40 leitos de enfermaria”, informou Okumoto.

Segundo Petrus Sanchez, a expectativa é que até 15 de dezembro os equipamentos estejam instalados no Hospital de Campanha de Ceilândia. Enquanto isso, estão sendo tomadas as providências para contratar as empresas prestadoras de serviços. “Acreditamos que, na segunda quinzena de dezembro, esteja funcionando todo o estabelecimento do hospital de campanha para a covid-19”, previu.

Ainda assim, o secretário adjunto de Gestão, Bruno Tempesta, ressaltou que a Secretaria de Saúde depende de todo o trâmite administrativo para fazer o hospital começar a atender a população. “É necessário aditivar todos os contratos, como os dos terceirizados. Cumprindo toda a parte administrativa, o hospital passa a funcionar. Faremos tudo com bastante celeridade, mas também com responsabilidade.”

A unidade receberá somente casos de pacientes com covid-19. Em contrapartida, o Hospital Acoplado ao HRC será desativado e, após uma ação de limpeza e desinfecção de pelo menos dois dias, será utilizado para ampliar o atendimento aos pacientes da emergência da Clínica Médica do HRC.

Vacinas contra a covid-19

Durante a coletiva de imprensa, Osnei Okumoto informou que a Secretaria de Saúde já adquiriu 1 milhão de seringas, que estão armazenadas. Também entrou em contato com três empresas responsáveis por desenvolver vacinas contra a covid-19.

Segundo o secretário, todas ainda estão na fase 3 de pesquisa, que é a última etapa de pesquisas para demonstrar a eficácia do produto, confirmar sua segurança e, assim, obter o registro sanitário para disponibilizar à população.

“As empresas expuseram a nós sua capacidade de produção, fabricação e distribuição pelo mundo, e por qual valor a vacina estaria sendo disponibilizada. Mas temos um cuidado muito grande, porque quem determina tudo é o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, e obedecemos a requisitos para adquirir as vacinas”, informou Okumoto.

Nomeações da Secretaria de Saúde

Para reforçar o combate contra a pandemia, a Secretaria de Saúde nomeou, do início deste ano até novembro, 3.796 servidores. Ao todo, foram chamados 1.199 profissionais de saúde efetivos e 2.597 temporários.

Outra nomeação ocorrerá até a próxima sexta-feira (4). Serão nomeados 187 profissionais, sendo 147 médicos, dez farmacêuticos, quatro fonoaudiólogos, 12 enfermeiros da família, quatro enfermeiros obstetras e dez técnicos de hematologia e hemoterapia.

Testagem por sorteio

A testagem da população será um ponto forte neste momento. Com o inquérito epidemiológico, por meio de amostragem e sorteio, será feita uma busca ativa das pessoas para fazer os testes. Serão sorteados 230 pessoas em cada região administrativa para fazerem exames e identificar se estão com anticorpos. Só serão testados maiores de 18 anos.

Inquérito epidemiológico começará por Ceilândia. Serão usados testes rápidos que detectam a covid-19

As unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal estão abastecidas com testes rápidos ou RT-PCR para detecção da covid-19. Na semana passada, 50 UBS receberam 145,5 mil testes rápidos oriundos de uma doação do Ministério da Saúde.

Além deles, essas unidades receberam 50 microleitores — aparelhos que melhoram a visualização do teste rápido em caso de dúvida na interpretação do resultado. As UBS também estão abastecidas com testes do tipo PCR-RT.

A Secretaria de Saúde lembra que os testes são aplicados em pessoas que apresentam quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, perda do olfato ou do paladar. Em crianças, além dos sintomas anteriores, considera-se obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde DF

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